30 de mar de 2012

Portal Comunitário: Movimento realiza abaixo assinado para construção de ciclovia

Ciclistas procuram chamar atenção
do poder público para necessidade
de ciclovia em Uvaranas
Bicicletadas, pedaladas noturnas e panfletagem fazem parte das atividades promovidas pelo ProCiclovias. O objetivo do movimento é conscientizar a população e o poder público sobre a necessidade de ciclovia na Avenida Carlos Cavalcanti.

A Avenida Carlos Cavalcanti vai passar por uma revitalização em 2012. O Movimento ProCicloviasPG entregou à Prefeitura um projeto para implantação de uma ciclovia, integrada à construção do binário da avenida, mas ainda não obteve aprovação. A reivindicação está amparada por um abaixo assinado, que já conta com 2.450 assinaturas.

A Câmara Municipal de Vereadores não valida as assinaturas obtidas. “Uma das alíneas do Regimento Interno da Câmara fala que para entrar com uma iniciativa popular é necessária a fotocópia do título de eleitor dos assinantes. Mas isso inviabiliza qualquer iniciativa popular”, relata Fátima Ribeiro, integrante do movimento.

No dia 4 de março, os integrantes do ProCiclovias realizaram um ato de repúdio à deliberação da Câmara, no Parque Ambiental. Fátima conta que, embora a participação popular não tenha sido muito expressiva, os integrantes do Movimento utilizaram o espaço para panfletagem e conscientização das pessoas que passavam pelo local.

Entre as iniciativas do ProCiclovias para o ano de 2012 estão a elaboração do Projeto de Lei da Bicicleta, para tornar obrigatória a estrutura cicloviária na cidade, o 2º ciclo de mobilidade urbana e a coleta de mais assinaturas do abaixo assinado para a Ciclovia na Av. Carlos Cavalcanti, cujo objetivo é atingir 3 mil pessoas.

Fátima Ribeiro acredita que o relevo acidentado não justifica a falta de ciclovias em Ponta Grossa. “Os prefeitos de outras cidades estão atentando para o uso das bicicletas. Lugares de relevo tão acidentado quanto o nosso, como Irati e Guarapuava, estão iniciando as obras das ciclovias”.

João Ricardo Jensen, de 52 anos, aderiu ao movimento há quase um ano por sentir falta de uma estrutura adequada para a prática ciclística. “Os caminhões e ônibus jogam o veículo em cima dos ciclistas. Hoje pratico mais nas pedaladas à noite com o grupo. Não ando mais porque não temos pistas nas ruas”, revela. Ele acredita que a maioria dos cidadãos tem bicicleta, mas não usa no dia a dia porque tem medo.

Fonte: Portal Comunitário, 22/03/2012, link
Maria Fernanda Teixiera e Fernanda Rosas

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