15 de nov de 2013

Vídeos mostram "Super Ciclofaixas" em Londres

Londres disponibiliza uma segunda via compartilhada entre autos, caminhões e tudo o mais com... bicicletas! É um corredor de tráfego intenso, principalmente caminhões (como você verá no vídeo). Eles a chamam de "Bicycle Superhighway 2" (Super Ciclofaixa 2), e entre outros usos serve para assustar qualquer ciclista que ouse por ela trafegar. No vídeo você verá também que o motorista londrino não tem um grau de respeito maior por bicicletas que o brasileiro. As finas, manter o motor acelerado atrás do ciclista e ultrapassagens forçadas são típicas de qualquer lugar do Brasil, e particularmente similar a Ponta Grossa.

Então, colegas ciclistas: não estamos sozinhos!

Super Ciclofaixa 2 de Londres
"O futuro da estrutura cicloviária de Londres"
Comentários ao Vídeo 2 (abaixo):

Aos 2:29 minutos um caminhão baú passa bem perto do nosso ciclista, que reage com um "wow", típico de qualquer ciclista que quase foi parar em baixo de outro veículo.

Em seguida, aos 2:37 minutos, o nosso ciclista comunica ao motorista do caminhão baú que ele passou muito perto e pede para ele ter mais cuidado. Situação que eu mesmo já vivi muitas vezes após ter sido quase jogado para fora da pista ou rua por algum apressadinho.

Aos 3:16 minutos a faixa se transforma em uma ciclovia (em um trecho de tráfego pesado), com uma sinalização que o próprio ciclista não entende e que tem a intenção de separar o trafego de autos das bicicletas, porém só faz aumentar a insegurança do ciclista.

Aos 3:54 minutos muitos carros são vistos em um cruzamento, com o trânsito parado, em cima da ciclofaixa. Nosso ciclista faz comentários frustrados sobre a situação.

Aos 4:40 minutos ele comenta que dos 13 ciclistas mortos neste trajeto mais de 50% foram caminhões que colidiram com ciclistas.

Ao final percebe-se que esta ciclofaixa é melhor que andar diretamente na rua, mas não resolve todos os problemas de conflito entre autos e bicicletas e continua exigindo do ciclista muito cuidado!

Aos planejadores do trânsito e da mobilidade urbana: pedimos que estude a situação de cada usuário e de cada modal, conheça as diferenças entre as soluções disponíveis, antecipe os problemas de implementação visitando cidades semelhantes e mais experientes, conversando com pessoas de órgãos equivalentes em cidades semelhantes que possuem uma estrutura cicloviária. Esse não é um problema trivial e soluções parciais e temporárias não serão nem eficazes nem suficientes.

VÍDEO 1 (Bicycle Super Highway 1), link para matéria original


VÍDEO 2 (Bicycle Super Highway 2), link para matéria original

Bicicleta como transporte: popular entre os jardineiros

Além do Sr. Sebastião, jardineiro que usa a bicicleta como transporte e com o qual conversamos há algumas semanas atrás, esta outra bicicleta com ferramentas de jardinagem foi flagrada em frente ao Tozetto da Vila Vilela:


Sem dúvida, a bicicleta parece ser um meio de transporte popular para os jardineiros da cidade. Só falta mesmo é mais segurança nas vias!

10 de nov de 2013

A capital das bicicletas está sem ciclovias

A tendência da valorização do transporte individual motorizado (automóveis) cria paradoxos como este: Joinville não é mais a cidade das bicicletas.

A cidade que já foi considerada modelo e referência no uso da bicicleta como meio de transporte vive uma triste realidade na qual os trabalhadores trocaram as bicicletas por motos e automóveis. São muitas as causas para isso: o aumento do poder aquisitivo médio do brasileiro; a persistente valorização do automóvel como símbolo de status e ascensão social; o estímulo governamental à compra de carros para "salvar" o Brasil da crise econômica; o imediatismo, falta de visão e de planejamento da maioria das administrações municipais brasileiras; a falta de engajamento político da população em geral, mas em especial dos jovens que hoje não identificam uma causa pela qual se manifestar e reivindicar.

Resultado: Joinville encontra-se na situação da maioria das cidades médias brasileiras sofrendo com o trânsito pesado, um centro de ruas estreitas, baixos níveis de atividade física da população, sedentarismo, falta de segurança no uso da bicicleta, etc.

Ver os artigos abaixo para referência. Ótima leitura para aprender com a experiência de outras cidades e não cometer os mesmos erros em Ponta Grossa.

"Investir em ciclovias e no uso de bicicletas"
 http://desacato.info/2013/01/investir-em-ciclovias-e-no-uso-de-bicicletas/
"Pedaladas de alto risco"
https://bicicletanarua.wordpress.com/2009/11/06/joinville-a-cidade-das-bicicletas-esta-sem-ciclovias/
https://bicicletanarua.wordpress.com/2009/11/06/joinville-a-cidade-das-bicicletas-esta-sem-ciclovias/" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;">
"Confira, na íntegra, as soluções para o trânsito de Joinville apontadas por especialistas"
http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2013/07/confira-na-integra-as-solucoes-para-o-transito-de-joinville-apontadas-por-especialistas-4201333.html
Esperamos assim contribuir com uma discussão de alto nível sobre mobilidade urbana em Ponta Grossa.

9 de nov de 2013

"Ciclovias em Ponta Grossa Serão Implantadas por Fases"

Com o título acima o Jornal da Manhã divulgou, em sua edição do dia 08/11/2013, o trabalho conjunto do IPLAN (Instituto de Planejamento Urbano de Ponta Grossa, reativado pela atual administração) e do ProCicloviasPG na elaboração dos projetos que serão submetidos ao Ministério das Cidades, onde serão solicitadas verbas para a construção da malha cicloviária de Ponta Grossa. Salientamos que o ProCicloviasPG iniciou a mobilização de ciclistas, alguns estudos informais, e muita discussão no início de 2010, porém a última administração não foi receptiva a estas ideias.

Com a reativação do IPLAN, o ProCicloviasPG foi procurado (em 23/09/13) e pudemos iniciar nossa cooperação com os projetos. O ProCicloviasPG, por ser um movimento voluntário, não dispõe dos recursos técnicos e de pessoal para elaborar projetos técnicos complexos. Nossa função é levantar assuntos que devem ser abordados pela administração e também sugerir ações baseados em nossa experiência como ciclistas, moradores de outras cidades (inclusive no exterior), e pessoas otimistas que desejam que nossa cidade seja mais amiga da bicicleta e dos ciclistas. Por exemplo, devido nossa experiência como ciclistas que transitam por toda a cidade, fomos capazes de elaborar mapas com sugestões de rotas para ciclovias. Apoiamos nossas escolhas de rotas na experiência prática e também em estudos científicos, por exemplo, um estudo elaborado em março de 2012 pelo professor doutor Cassiano Rech, do departamento de Educação Física da UEPG, com funcionários da indústria metal-mecânica da cidade.

Assim, nos colocamos como uma voz que trabalha pela segurança do ciclista da nossa cidade, para que tantos possam usar suas bicicletas para ir ao trabalho com segurança, assim como as famílias possam optar pelo lazer com bicicleta no final de semana, para que as pequenas viagens ao comércio possam ser feitas de maneira mais rápida e prática, para que os jovens possam usar bicicletas sem que seus pais fiquem preocupados com possíveis acidentes, para que os estudantes possam ir às escolas e universidades utilizando a bicicleta que mescla tão bem com eles (nós), e tantos outros usos. Os benefícios são inúmeros, para a o trânsito, para a saúde pública, para a beleza da cidade, emfim para todos, ciclistas ou não.

Abaixo o artigo do Jornal da Manhã (clique na imagem para ampliar):


7 de nov de 2013

Mapa Cicloviário de Ponta Grossa - Prévia

O mapa abaixo mostra rotas de ciclovias (e/ou ciclofaixa e/ou calçada compartilhada) planejadas para nossa cidade, resultado do início da cooperação entre o ProCicloviasPG (e todos que mandaram sugestões e ideias) e o IPLAN de Ponta Grossa:

Prévia das rotas da estrutura cicloviária de Ponta Grossa - em 11/2013
As cores representam as etapas de implementação
Nota: a parte laranja escuro inferior não faz parte do plano preliminar

mas foi adicionada para "fechar" o anel cicloviário ao redor da cidade

A contribuição de todos foi fundamental. Ver nesta imagem que a intenção foi incorporar as sugestões. Sabemos que as interligações e conexões com as escolas, colégios, faculdades e universidades são importante, porém elas podem ser incorporadas quando cada etapa for implementada. O projeto inlcui a instalação de muitos bicicletários e paraciclos logo na primeira etapa que será a Ciclovia de Uvaranas (assim chamada pelo ProCicloviasPG).

Não paremos aqui, vamos (todos) continuar atualizando e sugerindo coisas novas - tudo que puder ser pensado e lembrado: sinalização para pedestres, cadeirantes e ciclistas, exemplos de outras cidades parecidas com a nossa (claro, eu sonho com Copenhagen, mas eles também começaram "do começo"). Existe a parte técnica dos projetos (IPLAN), a parte orçamentária (prefeitura, câmara e nossos deputados estaduais e federais) e a parte da decisão política para implementar (prefeito), então o importante agora é manter a mobilização e organizar um grupo (o Facebook é fundamental nesse momento) que possa continuar fazendo as cobranças. Com eu sempre digo, o trabalho somente estará terminado (?) quando todos pudermos pedalar com segurança nas ruas de Ponta Grossa e nossa cidade tornar-se verdadeiramente amiga das bicicletas e dos ciclistas (e dos pedestres e cadeirantes).

5 de nov de 2013

Ciclovias em Blumenau e Sorocaba

Para referência, mapas das ciclovias em Blumenau e Sorocaba. 

Blumenau (Clique para aumentar)

Sorocaba (Clique para aumentar)

Ciclovias de Ponta Grossa

A imagem abaixo mostra as ciclovias propostas pelo ProCiclovias para Ponta Grosa. São 96,1 km de ciclovias, ou ciclofaixas ou calçadas compartilhadas! Isso mesmo, em Ponta Grosa temos muitas regiões em nível, conforme você pode ver no mapa -  não esqueça, em PG já passou trem pelo centro da cidade, lá está a Estação Saudade que não me deixa mentir! Desde o reativamento do IPLAN, nossa melhor esperança para o planejamento do futuro da nossa cidade, estamos com energia renovada! Parcicipe, colabore e atue junto conosco.
Proposta: Ciclovias de Ponta Grossa

1 de nov de 2013

Novos desenvolvimentos na Mobilidade Ciclística em PG

Como anda a mobilidade por bicicleta em Ponta Grossa? É difícil responder essa pergunta com honestidade e manter um nível de educação adequado para todas as audiências...

Por outro lado estamos felizes em reportar que fomos procurados pelo IPLAN (o Instituto de Planejamento Municipal) dia 23/09 para colaborar com os novos projetos de Mobilidade para a cidade. Finalmente, após quase quatro anos de existência e promoção da mobilidade por bicicleta, encontramos pessoas que estão, de fato, interessadas não só em incorporar o uso da bicicleta como transporte urbano, mas também em PLANEJAR, o que em si já é um grande avanço em relação à administração anterior, e ao modo normal de administrar em Ponta Grossa.

Após os contatos iniciais com o Secretário João Ney Marçal no início do ano, pudemos nos reunir dia 8 de outubro com funcionários do IPLAN onde apresentamos nossas ideias e alguns de nossos projetos. Além disso pudemos contribuir com nossa visão de como a bicicleta pode ser inserida no contexto da mobilidade urbana, não como panaceia, não como uma solução pontual para eventuais conflitos entre modais, mas sim como parte de uma estrutura multimodal de mobilidade urbana,  apresentando soluções específicas que integram a bicicleta com o transporte público (ônibus), possibilitam maior segurança aos ciclistas, melhoram da saúde da população, economizam recursos públicos e particulares e assim colocar menos pressão no meio ambiente.

ProCiclovias e IPLAN observam ciclistas na Av. Carlos Cavalcanti

Acreditamos que teremos oportunidade futuras para conversar também sobre como atender a necessidade de todos os usuários, sejam jovens que querem se divertir, famílias em atividades de lazer, trabalhadores que usam a bicicleta pra transporte, ciclistas profissionais que terão um lugar seguro para pedalar com outros que não são atletas, enfim, todos que usam a bicicleta como transporte, lazer ou esporte.

Ou seja, a visão do ProCiclovias não é somente incluir algumas ciclovias na cidade e ponto final. Isso seria uma solução pontual e limitada para um problema muito mais complexo. A nossa visão é de uma completa integração da bicicleta com o transporte público - pelos muitos benefícios que esse sistema integrado proporciona para os usuários e para a cidade como um todo.

Hoje o ProCiclovias (Cloter) e o IPLAN (Arquitetas e Urbanistas Nisiane Madalozzo e Jamile Salim) estiveram na Av. Carlos Cavalcanti das 7:30 às 8:30 da manhã observando o tráfego de ciclistas que utilizam aquela via para ir ao trabalho e outros afazeres. Conversamos com alguns ciclistas, em especial com o jardineiro Sebastião que, com 53 anos de idade, utiliza a mesma Monark barra circular há 30 anos para ir até seus clientes - na bicicleta estava todo seu material de trabalho. Conversamos também com o João Maria, morador do São José que trabalha em um ferro velho na Rua Abílio Lima. O João Maria é deficiente, mas mesmo assim usa a bicicleta porque "é muito melhor para a saúde" nas palavras dele. Observamos várias situações onde os ciclistas, por não dispor de uma estrutura cicloviária adequada, acabam tomando decisões que podem colocar eles mesmos e outros usuários em risco. Conversamos sobre a necessidade de educação de trânsito, campanhas esclarecedoras e também sobre soluções práticas para problemas simples após observar que um senhor, que pretendia ir à uma lotérica, parou sua bicicleta do outro lado da rua pela simples falta de um paraciclo.

Sinceramente esperamos poder contribuir com nossos estudos, ideias e projetos desenvolvidos até agora para que Ponta Grossa possa, enfim, tornar-se uma cidade mais amiga da bicicleta. Se quiser participar com sugestões e ideias, fique à vontade para enviar email ou acessar nosso grupo e página no Facebook. Você pode, também, entrar em contato diretamente com o IPLAN. Se quiser somar aos ciclistas que saem para um pedal seguro em grupo, clique aqui.

16 de mar de 2013

Quem somos nós? Quem és tu?

Quem somos? O Movimento ProCicloviasPG formou-se a partir da participação na Conferência das Cidades de 2010. Esse início mostra que acreditamos, e muito, na participação da sociedade no processo democrático, seja pelo voto direto, pela apresentação de Lei de Iniciativa Popular e pela participação da sociedade nos foros de debate que estão previstos em lei e que devem ser convocados pelo poder público.

Cidade sem planejamento
Na área da mobilidade pudemos observar nas últimas décadas a promoção de uma estrutura viária terrivelmente míope, de soluções imediatas, sem planejamento, economicamente e ambientalmente insustentáveis e, até certo ponto, burra. Por que burra? Porque qualquer sistema que não seja sustentável a longo prazo é burro, e provavelmente defendido por pessoas burras ou de intenções inconfessáveis. O atual sistema viário brasileiro não é assim por falta de soluções técnicas, pois podemos aproveitar as experiências das cidades e dos países mais avançados do mundo; nossos alunos de mestrado e doutorado (frequentemente financiados pelo Governo Federal através do CNPq) estudam nas melhores instituições do mundo e conhecem outras realidades. Essas coisas não são patenteadas e/ou privilégios dos países mais ricos. Aliás, vivemos no Brasil um ótimo momento econômico, se comparado a tantas partes do planeta, e é uma pena e uma vergonha que esse momento não seja aproveitado para instituir políticas ambientalmente modernas, economicamente e ambientalmente sustentáveis e ambiciosas.

Quando criticamos o sistema político do Brasil, e às vezes usamos palavras mais diretas, não estamos nos referindo a todos os políticos. Evidentemente entendemos que há boas pessoas na política e que essas pessoas querem fazer o que é certo e o que a lei manda. Porém há uma classe de políticos aproveitadora, corrupta, que não pensa nem na população muito menos em sustentabilidade, e que quer apenas criar uma situação que os beneficie, que beneficie seus parentes e amigos e que beneficie aqueles que financiaram suas campanhas. E, infelizmente, como a página policial e os relatórios de CPIs por todo o Brasil atestam, esta é uma boa parte dos políticos. Você que entrou na política recentemente, mas principalmente você que já está nela há algum tempo e proclama-se um político honesto, faça-nos um favor, não defenda seus colegas corruptos; ajude a sociedade livrar-se deles.

Caso em questão, Ponta Grossa. Eu (abaixo assinado) não tenho nenhum problema ou reclamação em relação à atual administração municipal, pelo contrário, eu aprecio o esforço de muitos nesta administração em tentar com sinceridade fazer algo pela segurança dos ciclistas - que é a bandeira do Movimento ProCicloviasPG desde a sua criação. Porém, não sinto que tenho que mudar as palavras usadas para descrever o sistema político brasileiro em geral, porque este continua, de modo geral, a mesma coisa - ou seja, os políticos agem principalmente em favor dos interesses especiais e não no interesse da população que os elegeram diretamente. Em resumo: se a carapuça servir, então vista.

O ProCicloviasPG já foi acusado de promover a "solução universal" chamada "bicicleta". Antes de criticar nosso trabalho, leia nosso blog e verá que não promovemos a bicicleta como panaceia - se você não sabe o que é panaceia, além de ler o blog, sugiro que consulte o dicionário. Acreditamos, como temos dito tantas vezes, que a bicicleta deve ser usada como uma solução integrada ao transporte público. Acreditamos que a bicicleta deve ser promovida como valorosa ferramenta para melhorar a saúde pública - e isso deve, e pode, ser feito tão logo uma administração assuma o poder. Isso não é complicado, é só pintar umas faixas no asfalto e reservar essa área para os ciclistas nos finais de semana. Ah, "tem os ônibus - não podemos fazer nada que impeça a circulação dos ônibus". P...., afinal, quem manda na cidade, a população através do prefeito e câmara municipal, ou a empresa de ônibus - que até onde eu sei é odiada por quase todos e presta um serviço que não é lá grande coisa?

Espero que com isso eu tenha esclarecido mais alguns pontos em relação à atuação do ProCiclovias em Ponta Grossa. Esperamos assim que os políticos e outros integrantes da administração tenham recebido as devidas explicações, que mostram que não somos contra "todos" os políticos e não consideramos a bicicleta com a solução para "todos" os males, porém continuamos e continuaremos sendo um Movimento que reivindica condições mais seguras para os ciclistas em nossa cidade.

Estamos combinados?

Cloter Migliorini Filho
integrante do Movimento ProCicloviasPG

11 de mar de 2013

Campanha: Entendeu Agora?

ENTENDEU AGORA?
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Campanha: Entendeu Agora?

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Compartilhe a Via - todos ganham

Ao mesmo tempo que o ProCicloviasPG estimula o uso da bicicleta, nós nos preocupamos muito com a  segurança dos ciclistas em cidades onde não há uma estrutura cicloviária adequada, ou seja, em todas as cidades do Brasil. Apesar de termos inúmeros exemplos de cidades que investem em ciclovias, ciclofaixas, bicicletários, paraciclos, etc, estes investimentos ainda são tímidos para que a bicicleta ocupe seu merecido lugar no dia-a-dia e no trânsito brasileiros.

Crimes: dirigir e pedalar embriagado
Muitas das nossas ações anteriores são relacionadas com a segurança do ciclista e com suas responsabilidades no trânsito. O ciclista em uma bicicleta é veículo, reconhecido no CBT, portanto recomendamos que todos os ciclistas sigam as leis de trânsito. Isso inclui parar nos sinais vermelhos, dar preferência aos pedestres, sinalizar suas manobras, usar equipamentos de segurança, etc. Acreditamos que o ciclista deve seguir também leis de aplicação obscura a nós, como direção embriagada e excesso de velocidade. Não é seguro um ciclista a 50 ou mesmo 40 km/h na R. Balduíno Taques ou Av. Vicente Machado Também é um fato que há muitas pessoas que vão a bares e botecos, bebem, e ao voltar para casa pedalando envolvem-se em acidentes. Um colega meu de um antigo local de trabalho fez exatamente isso e uma boa parte das ocorrências atendidas pelo SIATE são dessa natureza. Alguns ciclistas andam na contra-mão por julgar mais seguro quando podem ver os automóveis que se aproximam. Estatisticamente está comprovado que este não é o caso - os acidentes são mais graves e mais frequentes quando o ciclista pedala na contra-mão pois muitos automóveis, pedestres e motos não esperam um ciclista vindo daquela direção e o ciclista, por ser mais lento que autos e motos, não consegue evitar a colisão. Todos esses exemplos já foram abordados no blog - faça uma pesquisa e você verá muitos destes artigos. Ciclista, você merece e quer respeito - faça sua parte e também respeite as leis.

Acreditamos que o tema mais atual em Ponta Grossa, no que se refere à segurança do ciclista, é o respeito e o compartilhamento da via entre os vários modais. A prefeitura indica que irá idealizar e executar os projetos de ciclofaixas e ciclovias, porém campanhas de conscientização são necessárias imediatamente para que os motoristas conduzam seus veículos atentos para a presença dos ciclistas. Para isso clamamos que a Prefeitura e o Estado invistam em campanhas nas TVs, jornais, rádio e Internet e propomos que os sindicatos e associações de profissionais  condutores participem ativamente destas campanhas, pois o motorista profissional tem uma influência grande entre familiares e amigos. Não bastará apenas que os ciclistas tenham um local seguro para pedalar - na verdade se os motoristas já respeitassem os ciclistas, não seria necessário criar um local seguro, protegido dos carros. Essa necessidade surge pois uma combinação de fatores como ruas estreitas, motoristas não preparados, falta de sinalização, falta de educação de trânsito curricular, veículos fora-de-controle são tão comuns que mesmo o ciclista mais cuidadoso está em perigo.

Não há dúvida que a bicicleta como meio de transporte faz sentido e seus efeitos são extremamente benéficos para a sociedade e para quem a utiliza. Não podemos compreender a demora das cidades brasileiras em adotar uma política mais sustentável em relação ao tema da Mobilidade Urbana. É um mistério para os ciclo-ativistas donde vem a relutância em estimular o uso da bicicleta. Seria o lobby da indústria automobilística tão poderoso e infiltrado na política brasileira? Bem, eles são poderosos, mas não acreditamos que exerçam influência direta na política local. Nos parece que a mentalidade do sistema político é a mesma do cidadão comum, e daí vem os problemas que presenciamos nas ruas, avenidas e estradas brasileiras.

Compartilhe a Via - é melhor para todos

Neste momento temos que falar de bicicleta para todos que conhecemos - não adianta somente "pregar para os convertidos". Temos que atingir cada vez mais pessoas em nossas conversas, no contato com a família, no trabalho, escola. Precisamos compartilhar essa nossa paixão pela bicicleta e por essa causa com outras pessoas e assim mostrar que iremos todos ganhar quando houver uma política pública séria que promova o uso da bicicleta para lazer, transporte e atividade física - como há em tantos países desenvolvidos.

5 de mar de 2013

Um ano depois, uma nova tragédia. Aqui nossas sugestões para evitar a próxima.


A ciclista Julie Dias faleceu após colisão com um ônibus na Av. Paulista, SP, dia 02/03/2012. Julie tinha 33 anos, usava a bicicleta diariamente para seu transporte, era conhecida na Av. Paulista e tinha muita experiência. E mesmo assim, pela falta de uma via exclusiva para bicicletas, ela não conseguiu evitar sua própria morte. Dia 02/03/2013 houve uma manifestação em sua memória em São Paulo - ver aqui.

Fábio Matavelli
Aqui em Ponta Grossa, o ciclista Joelcio Xavier faleceu em colisão com automóvel dia 03/03/2012 - praticamente na mesma data que Julie, porém um ano depois. Joelcio trafegava na Rodovia do Talco que leva a uma região da cidade que é conhecida por suas belezas naturais, por suas cachoeiras e pelos locais tranquilos. Infelizmente esta mesma região já foi palco de muitas mortes devido ao abuso de bebida alcoólica, velocidade, vários tipos de imprudência, via estreita e sem acostamento - ver aqui e aqui.

Assim como em São Paulo, os ciclistas de Ponta Grossa sentiram-se todos atingidos por esta tragédia pois todos sabemos como os veículos maiores impõe um risco real à vida dos que utilizam a bicicleta para ir para o trabalho, como Julie e tantos outros, e para os que a utilizam para o lazer, como Joelcio, eu e tantos de nós.

http://naofoiacidente.org/blog/

Quero deixar bem claro que não devemos chamar esses casos de "acidentes". Acidente é algo que não se pode evitar. Por exemplo, mesmo a queda de um avião devido à falha mecânica pode ser facilmente rastreada a um erro humano em uma manutenção anterior, ou a alguma peça cara que não deveria ter passado no controle de qualidade mas foi aprovada porque a empresa não quis arcar com os custos. Eu desafio qualquer um me mostrar uma situação que causa a morte de pessoas no trânsito que possa ser chamada, de fato, de acidente. Imprudência, excesso de velocidade, consumo de álcool ou outras drogas, veículos em más condições de manutenção, falta de sinalização, pavimento inadequado (casos de aquaplanagem ou derrapagem em curvas), falta de acostamento, ruas e rodovias sem manutenção, motoristas com excesso de trabalho portanto cansados - essas são as verdadeiras causas dos "acidentes". A queda do Concorde, as explosões dos ônibus espaciais, uma morte no trânsito não são acidentes. Estes eventos devem ser chamados de "sinistros" - como as seguradoras bem o sabem - são perdas de vidas humanas que podem ser evitadas quando todas as precauções são tomadas, se a fiscalização é aplicada, se a educação de trânsito é levada a sério, enfim - quando todos fizerem a sua parte.

A Rodovia do Talco vem sendo palco de inúmeros destes eventos que ameaçam a vida dos que a utilizam, em particular dos ciclistas e dos que transitam à pé. Alguns destinos são relativamente próximos da UEPG, cerca de 10 km ou menos, e podem ser feitos á pé, por caminhada ou corrida. Porém, a falta de acostamento pode tornar o caminhar e o andar de bicicleta uma aventura arriscada.

Nós do ProCicloviasPG propomos que seja providenciado, imediatamente:
  1. A Rodovia do Talco deverá receber acostamento nas duas direções, de seu início próximo do Jardim Paraíso, até o final do asfalto na localidade de Itaiacoca.
  2. A Polícia Militar irá fiscalizar motoristas (em trânsito ou parados ao lado da pista) quanto ao consumo de álcool através de blitz e de uma viatura que faça o percurso algumas vezes por dia (finais de semana, principalmente à tarde).
  3. A Polícia Militar irá fiscalizar o excesso de velocidade, inclusive com a instalação de radares nos locais de maior perigo (descidas, curvas fechadas, etc.).
  4. As áreas de escape serão mantidas em boas condições, assim como os gramados e acostamentos serão mantidos livres de obstáculos que impeçam sua utilização.
  5. A prefeitura irá fazer campanha de esclarecimento e educação nas TVs, rádios e jornais explicando as ações tomadas, seus motivos e objetivos.
  6. A prefeitura irá, através da secretaria de cultura/turismo e em parceria com o governo do Estado, estimular o uso da Rodovia do Talco para o cicloturismo e, através da maior presença de ciclistas naquela região da cidade, criar a consciência do respeito aos modais de transporte não-motorizado (ex.: caminhar e bicicleta).
  7. A prefeitura irá fazer campanha e divulgar os benefícios do andar de bicicleta para saúde, para a melhoria do trânsito e para a sociedade em geral.
  8. Futuramente, para receber e estimular o cicloturismo, a prefeitura irá instalar quiosques ao longo da Rodovia do Talco com água potável,banheiros e abrigo do sol. Estes locais poderão ter pontos comerciais, seguindo a legislação em vigor, a exemplo do que ocorre em tantas áreas turísticas, ex. Serra da Graciosa.
Iremos protocolar estas sugestões na Prefeitura de Ponta Grossa e na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa.

Ciclista morre atropelado na Rodovia do Talco

Reprodução do artigo do Diário dos Campos

Publicado em: 05/03/2013 - 00:00 | Atualizado em: 04/03/2013 - 18:34
Patrícia Biazetto
Ciclistas de Ponta Grossa se reúnem hoje, após às 19 horas, no Parque Ambiental, para protestar a morte de Joélcio Querino, 42 anos, ocorrido no último domingo, na PR-513, após ser atingindo por um automóvel Prêmio. Os manifestantes planejam ainda uma pedalada até o local do acidente, onde será fixado um símbolo em homenagem ao colega. Já ao governo municipal será reivindicado mais fiscalização nas rodovias.
O integrante do Movimento ProCicloviasPG, Cloter Migliorini Filho, diz que vão cobrar do governo municipal mais fiscalização nas rodovias. “Estas ações são de extrema importância, pois aquela via é utilizada por um número crescente de ciclistas e outras pessoas que procuram aquela parte da cidade por suas belezas naturais, cita. Segundo ele, várias infrações são cometidas na Rodovia do Talco. “Pessoas que retornam de locais como o Capão da Onça são muitas vezes flagradas dirigindo enquanto seguram latas de cerveja. Há ainda vários veículos que são flagrados parados ao lado da rodovia, com porta-malas aberto e seus ocupantes bebendo cerveja ao lado da estrada. Também é presenciado excesso de velocidade de veículos que trafegam ali”, exemplifica.
O acidente que resultou na morte de Xavier ocorreu por volta das 16h40 do último domingo, na Rodovia do Talco, em direção ao Passo do Pupo/Itaiacoca. O automóvel envolvido no acidente, conforme relatório dos bombeiros, foi um Prêmio, placas ADV 0968, de Ponta Grossa, conduzido por Rafael José dos Santos. O veículo, após a colisão, saiu da pista e ficou atravessado num canteiro, bastante avariado. O motorista do carro não sofreu ferimentos. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).
Principalmente nos finais de semana é intenso o fluxo de bicicletas na rodovia, que dá acesso a diversos pontos turísticos da cidade, a exemplo do Capão da Onça, Buraco do Padre, São Jorge, Mariquinha, entre outros. O problema se acentua ainda mais, já que a rodovia não tem acostamento. Com isso, veículos e bicicletas dividem o mesmo espaço.
O acidente que resultou na morte de Joélcio Querino Xavier, 42 anos
 aconteceu no último domingo, na rodovia do Talco.
Foto: 
Fábio Matavelli

4 de mar de 2013

Os meus sentimentos

Neste momento há uma família que não mais verá um ente querido. Neste momento há muitos amigos que terão que superar a perda de um companheiro. Nesse momento há uma bicicleta a menos nas ruas.

Usamos a bicicleta para transporte e usamos a bicicleta para aliviar o estresse da vida diária. Usamos a bicicleta para explorar a maravilhosa natureza da nossa região assim como a usamos para ensinar nossas crianças como ser pessoas mais íntegras, responsáveis e respeitadoras dos direitos dos outros. A bicicleta proporciona, a cada pedalada, a certeza que todos os seres humanos foram criados para viver em harmonia e cooperação. A bicicleta pode ser um instrumento de revolta contra um sistema injusto, assim como pode ser usada em atos pacíficos de união dos povos - como mostram aqueles que, com ela, atravessam continentes apenas impulsionados pela força do seu coração e do seu ideal. A bicicleta é perfeita em sua concepção, em sua forma e no seu uso. Ela oferece muitas e muitas vezes o seu custo em aprendizado, saúde, confiança, esperança, enfim, em vida.

Compreenda o que é andar de bicicleta: o ato de usar um meio de transporte considerado perfeito, moderno apesar de ter centenas de anos, sempre atual em seu design insuperável, infinitamente adaptável na função, eternamente eficiente e que nos ensina que as melhores ideias sempre foram e continuarão sendo as mais simples. A simplicidade da bicicleta evoca a simplicidade dos sentimentos das boas pessoas, sem excesso de palavras, sem excesso de teoria, sem excesso de ação - apenas o estado de ser, de avançar pelas ruas de asfalto ou de terra superando pequenos e grandes dificuldades com a mesma atitude humilde porém confiante dos que não precisam professar suas crenças aos quatro ventos o tempo todo.

A bicicleta, ah bicicleta... solução simples para as complicações que nos rodeiam nesse mundo tantas vezes incompreensível. A bicicleta, ah bicicleta... companheira de crianças e de adultos, de atletas e dos que a usam no caminho do trabalho. Minha escolha é morrer sem sofrer, mas se for para sofrer, que seja junto da minha bicicleta.

Acidente causa morte de ciclista na Rodovia do Talco - 03/fev/2013

Amigos, parceiros e apoiadores,

Hoje, 03/fev/2013, ficamos entristecidos pela notícia de falecimento de um ciclista que trafegava pela Rodovia do Talco, em direção ao Passo do Pupo/Itaiacoca, após colisão um carro. Em respeito à família da vítima, omitimos seu nome. Ainda não temos detalhes sobre este acidente, porém sabemos que naquela via são costumeiramente cometidas várias infrações:

  • Direção embriagada. Pessoas que retornam de locais como o Capão da Onça são muitas vezes flagradas dirigindo enquanto seguram latas de cerveja.
  • Vários veículos são flagrados parados ao lado da rodovia, com porta-malas aberto e seus ocupantes ingerindo bebidas alcoólicas ao lado da estrada.
  • É constantemente presenciado o excesso de velocidade por parte de todo tipo de veículo que trafega ali - carros, camionetes, caminhões, ônibus e motos.

Estas infrações podem ser coibidas através de simples fiscalização, o que será solicitado à prefeitura e à polícia militar (ou órgão competente) por ofício esta semana. Estas ações são de extrema importância pois aquela via é utilizada por um número crescente de ciclistas e outras pessoas que procuram aquela parte da cidade por suas belezas naturais. É uma verdadeira tragédia que uma das nossas melhores áreas para cicloturismo seja também palco de tantos acidentes e infrações.

Pedimos que nossos apoiadores se manifestem no Facebook e no blog comentando as matérias que temos a respeito disso e sobre as ações que em breve serão tomadas para que o poder público seja sensibilizado em relação à urgência de medidas que aumentem a segurança de todos que trafegam por aquela via, em especial os ciclistas.

Os amigos que comparecem ao Pedal Noturno, procurem comparecer e levar cada vez mais participantes pois com o aumento da presença de ciclistas nas ruas de Ponta Grossa os motoristas dos outros veículos tendem a desenvolver mais consciência e respeito pelos outros transportes.

Em nome dos integrantes do ProCicloviasPG e de todos que anseiam por uma Ponta Grossa amiga da bicicleta, saudações cicloativistas.

Obs.: o relatório referente ao acidente de hoje foi obtido na página do 2ºGB
http://www.bombeiroscascavel.com.br/bombeirospr/index.php
/03/2013 

16:40
CB Ponta Grossa





  • Acidente em meio de transporte - Colisão Auto x Bicicleta
  • Atendimento pré-hospitalar,Isolamento do local





  • Endereço: Rodovia PR 513, Num: 000 -- Bairro: JARDIM PARAISO
  • Referência: PG/ Itaiacoca.
  • Municipio: Ponta Grossa





  • AA 8307 (Central)
  • ABS 9819 (Central)





  • XXXXX, 42 anos, Óbito #Destino: IML # Orgão: IML


  • Automóvel marca Fiat, modelo Premio, placa XXXXX/Ponta Grossa - Pr -- XXXXX
  • Bicicleta marca não apurado, modelo montain bike, placa XXXXX / XXXXX -- XXXXX.
  • 2 de mar de 2013

    Entrevista sobre mobilidade urbana no DC

    ProCiclovias em entrevista no Diário dos Campos sobre o problema dos caminhões pesados no centro da cidade.

    "A presença de veículos pesados nas principais ruas e bairros de Ponta Grossa é um dos fatores que atrapalham a mobilidade urbana do município. Além do transtorno do tráfego em horários de pico, a cidade possui três leis que impedem carga e descarga em horários determinados. A Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) estuda nova legislação para a cidade."


    Caminhão fazendo carga/descarga. Créditos: DC
    Leia mais neste link.

    28 de fev de 2013

    Modismo ou Objetivo Sério?


    O ProCicloviasPG é um modismo ou temos um objetivo?

    Há 30 ou 40 anos atrás não era necessário um Movimento ProCiclovias em Ponta Grossa, pois nem passava pela cabeça das pessoas (do nosso país) que a bicicleta pudesse ser um meio de transporte sério e viável. A bicicleta era considerada, como nosso ex-prefeito Pedro Wosgrau nos disse em reunião, "um brinquedo". Naquela época, apesar de algumas modalidades de ciclismo já estarem estabelecidas, os atletas não recebiam nem o devido respeito, nem o patrocínio adequado, nem o merecido espaço na mídia - a não ser quando ganhavam alguma competição e viravam heróis. Todo o esforço anterior era ignorado. Dentro de um clima de "milagre econômico" estávamos em plena transição para o modelo urbano atual, porém ninguém pensava nas consequências negativas do "desenvolvimento".

    Cidade para o automóvel - modelo atual
    Agora a situação é outra - hoje convivemos algumas consequências negativas do "desenvolvimento" e muitos já entendem que algo precisa ser feito. Com o inchaço das cidades, a completa não utilização dos planos diretores e catastrófica utilização dos espaços urbanos (devido ao modelo especulativo de exploração do solo), ao aumento exponencial do número de veículos, queda dos níveis de atividade física, aumento do sedentarismo, queda da qualidade da alimentação, aumento do estresse, problemas de mobilidade urbana, sustentabilidade da economia, e outros fatores, o atual modelo de desenvolvimento baseado em crescimento econômico ficou demostrado como insustentável, porém a maioria acredita não haver alternativas.


    Cidade para as pessoas
    Nós do ProCicloviasPG sempre estaremos abertos à novas ideias. Algumas dessas ideias, que na verdade são bem antigas (e este é o paradoxo) dizem que a cidade deve ser pensada, planejada e construída para as pessoas. As cidades surgiram como aglomerados humanos que compartilhavam a necessidade de um local para suas celebrações culturais, atividades econômicas, etc., portanto a cidade, enquanto criação humana e manifestação cultural, deve servir às pessoas - e não ao contrário. Portanto a meta final das cidades é proporcionar um espaço adequado, em termos econômicos, de segurança e cultural para que as pessoas possam manifestar seus valores humanos e que sejam respeitadas enquanto o fazem. Este ideal parece bem distante do que as cidades brasileiras, e em especial Ponta Grossa, oferecem.

    Acreditamos que devemos fazer todo o possível para exigir das pessoas colocadas pela população através do voto direto - do seu e do meu voto -  trabalhem pelo interesse da população e evitem ceder  ou representar os interesses contrários ao bem público. Afinal o título destas pessoas, dos prefeitos, secretários, vereadores, assessores, etc, é de "administrador público". Ser administrador público significa administrar de acordo com a lei, e é isso que o ProCicloviasPG, enquanto Movimento social, sempre cobrou e continuará cobrando.

    Uma dessas obrigações a que o administrador público brasileiro está sujeito, legalmente, é a implementação do Plano Diretor Municipal. E como não pode haver implementação de uma estrutura cicloviária sem a adoção, na prática, do Plano Diretor, o ProCicloviasPG sempre se preocupou muito com esta questão desde o início de suas atividades, quando da participação da Conferência das Cidades em 2010. Isso foi há três anos atrás e até agora nada. Estamos nos preparando para dar os próximos passos e cobrar, de uma maneira mais direta, que a prefeitura leve a sério e abra espaço para uma verdadeira discussão sobre o Plano Diretor, com participação da sociedade.

    25 de fev de 2013

    Carreta faz manobra arriscada no centro da cidade

    Ponta Grossa deve ser a única cidade de seu tamanho que permite tráfego irrestrito de caminhões de qualquer tamanho no centro da cidade em qualquer horário. As fotos abaixo mostram a manobra que um caminhão carreta (isso mesmo, cavalo e carroceria) fez durante conversão da R. Padre João Lux à R. Engenheiro Schamber no dia 25/02/2013 às 11:00 horas da manhã. O caminhão dirigia-se ao supermercado BIG para uma entrega.

    Durante a manobra a carroceria atingiu uma caixa ligação de telefone ("armário") que se localiza na esquina. O motorista evitou atingir outros automóveis, mas não saiu do veículo para ver o que havia ocorrido. A caixa encontra-se na calçada, o que significa que ele poderia ter atingido transeuntes e outros objetos pois a posição da cabine durante a manobra o impedia de ver o que estava próximo da traseira da carreta.

    E o que o ProCicloviasPG tem a ver com isso? Somos um grupo ativista que promove o uso seguro do transporte não-motorizado, principalmente a bicicleta. Em nossa missão está também colaborar para que os pedestres e todos os outros tipos de transportes não-motorizados sejam respeitados, portanto denunciar esta ocorrência está dentro da nossa 'alçada'.

    Iremos protocolar esta ocorrência na prefeitura e na AMTT, pois entendemos que a lei (iremos descobrir se existe alguma lei) que impeça o trânsito de caminhões desse porte no centro da cidade deve ser aplicada sem exceções. O Brasil é o país das leis que "não pegam". E por que "não pegam"? Pelo simples fato do poder público não aplicar a lei. Se a lei "não pega" é por preguiça ou descaso do poder público. Não investir na polícia, na guarda municipal, no judiciário é uma ótima maneira para que a lei "não pegue". Isso que ocorreu hoje aqui, no centro da cidade, foi um absurdo. Entre outros absurdos - chegaremos a eles em tempo.

    Quer ajudar a monitorar o poder público? Denuncie, denuncie, denuncie tudo que achar que pode estar infringindo uma lei. Caso não haja uma lei, mobilize-se para que uma seja criada. Este é único jeito de mudar o país - de baixo para cima. Se você ficar sentado esperando, claramente nada irá mudar.


    Carreta tenta conversão da Pd. João Lux para Eng. Schamber

    Motorista prossegue com a manobra arriscada

    Caminhão passa a menos de 10 cm do automóvel

    Funcionária da AMTT presencia a manobra

    Caixa de ligação de telefone danificada

    Caixa de ligação de telefone danificada

    Caixa de ligação de telefone danificada

    23 de fev de 2013

    Entrevista RPC / 24-fev-2013

    ProCicloviasPG participa de reportagem da RPC sobre a necessidade de mais segurança para os ciclistas em Ponta Grossa.

    Aproveitamos para lembrar que o plano de governo do atual prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, inclui a instalação de uma estrutura cicloviária e as últimas reuniões que o ProCicloviasPG manteve com a prefeitura indicam que a equipe de governo está tomando os passos para que isso aconteça. Continuaremos com nossa cobrança, que somente irá encerrar quando pudermos usar a bicicleta com segurança em nossa cidade.

    21 de fev de 2013

    Faça certo da primeira vez

    Quando Curitiba anunciou as ciclofaixas de lazer (ver aqui), foi uma aminação geral. O prefeito se promoveu, os ciclistas ficaram felizes, os cicloativistas acharam que estavam fazendo progresso. Porém, quando a população começou a compreender melhor as rotas e como elas foram feitas, veio a decepção.

    Ao fim, a atual administração decidiu 'reformar' o circuito de ciclofaixas de lazer em Curitiba (ver aqui e aqui).

    Para que 'missão dada' seja de fato 'missão cumprida', alertamos aos administradores de Ponta Grossa sobre esses percalços. Para que um projeto cumpra seu objetivo é importante que ele seja bem discutido com os usuários. Mais, a base de informações técnicas deve ser bem compreendida e verificada. O planeta vem implementando estrutura cicloviárias em muitas cidades ao longo de pelo menos 50 anos. Não existe uma solução pronta que baste instalar e pronto. Cada caso é um caso e tudo tem de ser bem pensado, pesquisado, projetado e executado. Aqui vai um alerta importante: para Ponta Grossa, pelas características de relevo, culturais, e até políticas da cidade, o mais adequado é um plano gradual iniciando por campanhas de educação, criação das ciclofaixas de lazer nos finais de semana, ciclovias recreativas. Durante esse tempo, de aproximadamente 6 meses a 1 ano seriam feitos os estudos junto a população para identificar os pontos mais necessários para ciclofaixas e ciclovias de acordo com vários critérios: nível de perigo da via, registro de acidentes, nível de estresse ao andar na via, volume de ciclistas, população atendida, topografia, etc. Depois virá a instalação das primeiras ciclovias e ciclofaixas, evidentemente nos locais mais importantes, em nosso caso na Av. Carlos Cavalcanti. Depois, para estimular seu uso serão instalados bicicletários por toda a cidade. A instalação de um sistema de aluguel, ou melhor ainda, de compartilhamento de bicicletas irá completar a estrutura cicloviária.

    Assim haverá tempo para o motorista de carro, ônibus e caminhão adaptar-se ao processo de compartilhar a via com o devido respeito, pois será mostrado nas campanhas que o ciclista tem o direito de trafegar ali. Um dos problemas hoje é que o ciclista ainda é visto como um empecilho ao bom fluxo do tráfego e isso é agravado pelas péssimas condições do pavimento e alto número de veículos nas ruas, fatores que geram conflito inevitável entre os modais.  Com uma estrutura cicloviária adequada os conflitos diminuirão e todos ganharão com isso em segurança, nível de estresse, economia de tempo, saúde e muitos outros fatores.

    Acreditamos que as condições estão todas presentes para que Ponta Grossa torne-se uma cidade amiga da bicicleta:
    1. as soluções técnicas são abundantes
    2. há recursos do ministério das cidades
    3. a demanda é alta
    4. ambientalmente correto
    5. promove inclusão social
    6. uso adequado do solo
    7. a atual administração é receptiva (na prática, a mais importante)
    Mais lições de como fazer ou não fazer ciclovia, aqui.

    20 de fev de 2013

    Reunião na Secretaria de Planejamento

    O ProCicloviasPG participou de reunião na Secretaria de Planejamento de Ponta Grossa hoje às 10:00 horas onde foi discutida a questão do Plano Diretor e do Plano de Mobilidade Urbana para a cidade.

    Estavam presentes o Eduardo Kalinoski da AMTT, a Nagila e o Fernando do Paraná Cidade, Cloter do ProCicloviasPG e nosso anfitrião, o Secretário de Planejamento João Ney Marçal.

    Este foi o primeiro contato e foi estabelecida uma cooperação entre estas entidades no sentido de elaborar os estudos, planos, projetos e criar as políticas públicas, legislação e infra-estrutura física para que Ponta Grossa avance na questão da Mobilidade Urbana. O Paraná Cidade e o ProCicloviasPG compreendem e provem a ideia que a mobilidade dentro dos espaços urbanos deve priorizar o transporte não-motorizado, ou seja, as pessoas que caminham a pé, os ciclistas. Depois a cidade deve priorizar o transporte público e finalmente os automóveis particulares. Estas são também as diretrizes da lei federal da mobilidade, aplicável a todos os municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes.

    O Secretário foi extremamente receptivo a estas ideias e destacou uma pessoa do seu quadro para trabalhar com a Nagila do Paraná Cidade. O ProCicloviasPG fará parte desse processo compartilhando todas as nossas propostas e experiência prática seja como ciclista, seja técnica na elaboração de projetos, mapas e eventos.

    Esperamos que, através destas ações, Ponta Grossa caminhe na direção de tornar-se uma cidade amiga da bicicleta.

    Sugestão do ProCicloviasPG para as rotas

    A solução

    Para que 300 mil possam andar de bicicleta com segurança, alguns precisam trabalhar duro. Você já deve ter visto as campanhas que órgãos beneficentes fazem para levantar fundos. Também já deve ter visto o apelo para que você faça parte de uma delas e ajude com seus braços, cérebro e tempo.

    Durante três anos o ProCicloviasPG manteve-se pelo esforço de algumas pessoas que acreditam que algo precisa mudar em Ponta Grossa. E isso que irá mudar vai beneficiar os mais de 300 mil que moram aqui. Então estamos lançando a campanha "Venha para o ProCicloviasPG" de 2013.

    Como você pode ajudar? Criamos uma página no blog que explica o que você pode fazer: ProCicloviasPG: Como participar. Não é difícil, não toma muito do seu tempo. Mas quando as ciclovias estiverem aí você saberá que fez parte da solução. Seu esforço terá ajudado milhares de pessoas que hoje não andam de bicicleta porque é, de fato, muito perigoso sair por aí enfrentando esse trânsito cada vez mais pesado.

    Faça parte da solução. Seja voluntário no ProCicloviasPG e ajude a tornar Ponta Grossa uma cidade mais amiga da bicicleta.

    18 de fev de 2013

    Visita à AMTT - 18/fev/2013

    Olá todos - o blog do ProCicloviasPG está de volta!
       
       Hoje fomos recebidos pelo Sr. Eduardo Kalinoski, presidente da AMTT (Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte) de Ponta Grossa. Nossa visita, à convite do Kalinoski, foi para iniciarmos colaboração para estudo e implementação de soluções para o sistema viário da cidade, mais especificamente nos aspectos que o ProCicloviasPG pode contribuir: soluções para a questão da Mobilidade Urbana por veículos não motorizados, em nosso caso, a bicicleta.
      
    AMTT
    Prefeitura de Ponta Gross
    a
       Em reunião de mais de duas horas o Kalinoski nos explicou como a atual administração pretende trabalhar de maneira colaborativa com a população, ouvindo reivindicações e criando espaço para que a própria população contribua com soluções. Isso ficou bem claro pela maneira receptiva com que nos ouviu, pela atenção quando falávamos das nossas reivindicações, e pelo respeito à nossa visão da cidade. O Kalinoski parece entender que as pessoas mais próximas dos problemas são, muitas vezes, aquelas que melhor conseguem enxergar a solução. Evidentemente a implementação das propostas passa por um processo burocrático mais complicado de alocação de recursos, elaboração e submissão de projetos, licitação e execução de obras - mas isso é parte inerente dos processos de administração pública.
      
       Em contrapartida, pudemos expor nossas expectativas, principalmente com relação ao envolvimento de vários setores da sociedade, notadamente a participação do intelecto acadêmico disponível em nossas várias faculdades e na UEPG, o que foi bem recebido pelo Kalinoski. Na verdade, ele mesmo antecipou esse anseio do ProCicloviasPG dizendo que já está iniciando contato com professores de várias áreas para que as soluções sejam desenvolvidas "in situ" , ou seja, que o estudos e projetos tenham forte participação dos que vivem e trabalham em Ponta Grossa, em especial da área acadêmica.
      
       Pudemos deixar com o Kalinoski, em mãos, vários dos nossos projetos já propostos: Ciclovia Recreativa, Ciclofaixa de Domingo, Bicicletários nos Terminais de Ônibus, mapa com mais de 100km de ciclovias para Ponta Grossa, proposta para Ciclovia da Av. Carlos Cavalcanti, e uma lista condensada das nossas reivindicações, premissas e objetivos para atingir uma verdadeira Mobilidade Urbana Sustentável em nossa cidade.
      
    Estado do Paraná
       Durante a reunião fomos acompanhados por uma representante do Paraná Cidade, a Nagila Freiria. A Nagila está desenvolvendo estudo para futura implantação do Plano de Mobilidade, uma exigência para cidades do tamanho de Ponta Grossa. O ProCicloviasPG irá desenvolver parceria funcional com a Nagila no sentido de colaborar com todo nosso material para que o Paraná Cidade possa desenvolver seu trabalho com bastante efetividade no sentido de oferecer a Ponta Grossa o melhor apoio para que o Plano de Mobilidade torne-se uma realidade o quanto antes.
      
       Ainda, o Mark Eros da Fundação Municipal de Turismo trouxe o importante assunto do desenvolvimento do cicloturismo e turismo rural em nossa região - ou seja, para que essa grande vocação da cidade seja finalmente reconhecida e valorizada na forma de projetos que, harmoniosa e ecologicamente, venham a beneficiar este setor da economia da cidade.
      
       Nossa próxima ação será oferecer à AMTT e à secretaria de planejamento mapas mais detalhados das propostas para rotas de ciclovias e ciclofaixas na cidade. Estes mapas foram elaborados usando modernas ferramentas de processamento geográfico e incluem perfis altimétricos para os percursos, facilitando assim a visualização das rotas. Ainda, fomos convidados para participar de futuras reuniões de setores administrativos que lidam com a questão da mobilidade, a próxima delas já nesta quarta feira, dia 20/02/13, na prefeitura.
      
       Consideramos que as desilusões e frustrações no trato com a administração anterior são águas passadas e nos sentimos renovados para colaborar com soluções sustentáveis para a questão da mobilidade urbana em Ponta Grossa - principalmente por veículos não-motorizados. Se você compartilha desse sentimento, junte-se ao Movimento, pois assim você fará parte da solução - e isso é uma boa coisa para fazer parte!
      
       Saudações cicloviárias!