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9 de nov. de 2013

"Ciclovias em Ponta Grossa Serão Implantadas por Fases"

Com o título acima o Jornal da Manhã divulgou, em sua edição do dia 08/11/2013, o trabalho conjunto do IPLAN (Instituto de Planejamento Urbano de Ponta Grossa, reativado pela atual administração) e do ProCicloviasPG na elaboração dos projetos que serão submetidos ao Ministério das Cidades, onde serão solicitadas verbas para a construção da malha cicloviária de Ponta Grossa. Salientamos que o ProCicloviasPG iniciou a mobilização de ciclistas, alguns estudos informais, e muita discussão no início de 2010, porém a última administração não foi receptiva a estas ideias.

Com a reativação do IPLAN, o ProCicloviasPG foi procurado (em 23/09/13) e pudemos iniciar nossa cooperação com os projetos. O ProCicloviasPG, por ser um movimento voluntário, não dispõe dos recursos técnicos e de pessoal para elaborar projetos técnicos complexos. Nossa função é levantar assuntos que devem ser abordados pela administração e também sugerir ações baseados em nossa experiência como ciclistas, moradores de outras cidades (inclusive no exterior), e pessoas otimistas que desejam que nossa cidade seja mais amiga da bicicleta e dos ciclistas. Por exemplo, devido nossa experiência como ciclistas que transitam por toda a cidade, fomos capazes de elaborar mapas com sugestões de rotas para ciclovias. Apoiamos nossas escolhas de rotas na experiência prática e também em estudos científicos, por exemplo, um estudo elaborado em março de 2012 pelo professor doutor Cassiano Rech, do departamento de Educação Física da UEPG, com funcionários da indústria metal-mecânica da cidade.

Assim, nos colocamos como uma voz que trabalha pela segurança do ciclista da nossa cidade, para que tantos possam usar suas bicicletas para ir ao trabalho com segurança, assim como as famílias possam optar pelo lazer com bicicleta no final de semana, para que as pequenas viagens ao comércio possam ser feitas de maneira mais rápida e prática, para que os jovens possam usar bicicletas sem que seus pais fiquem preocupados com possíveis acidentes, para que os estudantes possam ir às escolas e universidades utilizando a bicicleta que mescla tão bem com eles (nós), e tantos outros usos. Os benefícios são inúmeros, para a o trânsito, para a saúde pública, para a beleza da cidade, emfim para todos, ciclistas ou não.

Abaixo o artigo do Jornal da Manhã (clique na imagem para ampliar):


16 de mar. de 2013

Quem somos nós? Quem és tu?

Quem somos? O Movimento ProCicloviasPG formou-se a partir da participação na Conferência das Cidades de 2010. Esse início mostra que acreditamos, e muito, na participação da sociedade no processo democrático, seja pelo voto direto, pela apresentação de Lei de Iniciativa Popular e pela participação da sociedade nos foros de debate que estão previstos em lei e que devem ser convocados pelo poder público.

Cidade sem planejamento
Na área da mobilidade pudemos observar nas últimas décadas a promoção de uma estrutura viária terrivelmente míope, de soluções imediatas, sem planejamento, economicamente e ambientalmente insustentáveis e, até certo ponto, burra. Por que burra? Porque qualquer sistema que não seja sustentável a longo prazo é burro, e provavelmente defendido por pessoas burras ou de intenções inconfessáveis. O atual sistema viário brasileiro não é assim por falta de soluções técnicas, pois podemos aproveitar as experiências das cidades e dos países mais avançados do mundo; nossos alunos de mestrado e doutorado (frequentemente financiados pelo Governo Federal através do CNPq) estudam nas melhores instituições do mundo e conhecem outras realidades. Essas coisas não são patenteadas e/ou privilégios dos países mais ricos. Aliás, vivemos no Brasil um ótimo momento econômico, se comparado a tantas partes do planeta, e é uma pena e uma vergonha que esse momento não seja aproveitado para instituir políticas ambientalmente modernas, economicamente e ambientalmente sustentáveis e ambiciosas.

Quando criticamos o sistema político do Brasil, e às vezes usamos palavras mais diretas, não estamos nos referindo a todos os políticos. Evidentemente entendemos que há boas pessoas na política e que essas pessoas querem fazer o que é certo e o que a lei manda. Porém há uma classe de políticos aproveitadora, corrupta, que não pensa nem na população muito menos em sustentabilidade, e que quer apenas criar uma situação que os beneficie, que beneficie seus parentes e amigos e que beneficie aqueles que financiaram suas campanhas. E, infelizmente, como a página policial e os relatórios de CPIs por todo o Brasil atestam, esta é uma boa parte dos políticos. Você que entrou na política recentemente, mas principalmente você que já está nela há algum tempo e proclama-se um político honesto, faça-nos um favor, não defenda seus colegas corruptos; ajude a sociedade livrar-se deles.

Caso em questão, Ponta Grossa. Eu (abaixo assinado) não tenho nenhum problema ou reclamação em relação à atual administração municipal, pelo contrário, eu aprecio o esforço de muitos nesta administração em tentar com sinceridade fazer algo pela segurança dos ciclistas - que é a bandeira do Movimento ProCicloviasPG desde a sua criação. Porém, não sinto que tenho que mudar as palavras usadas para descrever o sistema político brasileiro em geral, porque este continua, de modo geral, a mesma coisa - ou seja, os políticos agem principalmente em favor dos interesses especiais e não no interesse da população que os elegeram diretamente. Em resumo: se a carapuça servir, então vista.

O ProCicloviasPG já foi acusado de promover a "solução universal" chamada "bicicleta". Antes de criticar nosso trabalho, leia nosso blog e verá que não promovemos a bicicleta como panaceia - se você não sabe o que é panaceia, além de ler o blog, sugiro que consulte o dicionário. Acreditamos, como temos dito tantas vezes, que a bicicleta deve ser usada como uma solução integrada ao transporte público. Acreditamos que a bicicleta deve ser promovida como valorosa ferramenta para melhorar a saúde pública - e isso deve, e pode, ser feito tão logo uma administração assuma o poder. Isso não é complicado, é só pintar umas faixas no asfalto e reservar essa área para os ciclistas nos finais de semana. Ah, "tem os ônibus - não podemos fazer nada que impeça a circulação dos ônibus". P...., afinal, quem manda na cidade, a população através do prefeito e câmara municipal, ou a empresa de ônibus - que até onde eu sei é odiada por quase todos e presta um serviço que não é lá grande coisa?

Espero que com isso eu tenha esclarecido mais alguns pontos em relação à atuação do ProCiclovias em Ponta Grossa. Esperamos assim que os políticos e outros integrantes da administração tenham recebido as devidas explicações, que mostram que não somos contra "todos" os políticos e não consideramos a bicicleta com a solução para "todos" os males, porém continuamos e continuaremos sendo um Movimento que reivindica condições mais seguras para os ciclistas em nossa cidade.

Estamos combinados?

Cloter Migliorini Filho
integrante do Movimento ProCicloviasPG

11 de mar. de 2013

Compartilhe a Via - todos ganham

Ao mesmo tempo que o ProCicloviasPG estimula o uso da bicicleta, nós nos preocupamos muito com a  segurança dos ciclistas em cidades onde não há uma estrutura cicloviária adequada, ou seja, em todas as cidades do Brasil. Apesar de termos inúmeros exemplos de cidades que investem em ciclovias, ciclofaixas, bicicletários, paraciclos, etc, estes investimentos ainda são tímidos para que a bicicleta ocupe seu merecido lugar no dia-a-dia e no trânsito brasileiros.

Crimes: dirigir e pedalar embriagado
Muitas das nossas ações anteriores são relacionadas com a segurança do ciclista e com suas responsabilidades no trânsito. O ciclista em uma bicicleta é veículo, reconhecido no CBT, portanto recomendamos que todos os ciclistas sigam as leis de trânsito. Isso inclui parar nos sinais vermelhos, dar preferência aos pedestres, sinalizar suas manobras, usar equipamentos de segurança, etc. Acreditamos que o ciclista deve seguir também leis de aplicação obscura a nós, como direção embriagada e excesso de velocidade. Não é seguro um ciclista a 50 ou mesmo 40 km/h na R. Balduíno Taques ou Av. Vicente Machado Também é um fato que há muitas pessoas que vão a bares e botecos, bebem, e ao voltar para casa pedalando envolvem-se em acidentes. Um colega meu de um antigo local de trabalho fez exatamente isso e uma boa parte das ocorrências atendidas pelo SIATE são dessa natureza. Alguns ciclistas andam na contra-mão por julgar mais seguro quando podem ver os automóveis que se aproximam. Estatisticamente está comprovado que este não é o caso - os acidentes são mais graves e mais frequentes quando o ciclista pedala na contra-mão pois muitos automóveis, pedestres e motos não esperam um ciclista vindo daquela direção e o ciclista, por ser mais lento que autos e motos, não consegue evitar a colisão. Todos esses exemplos já foram abordados no blog - faça uma pesquisa e você verá muitos destes artigos. Ciclista, você merece e quer respeito - faça sua parte e também respeite as leis.

Acreditamos que o tema mais atual em Ponta Grossa, no que se refere à segurança do ciclista, é o respeito e o compartilhamento da via entre os vários modais. A prefeitura indica que irá idealizar e executar os projetos de ciclofaixas e ciclovias, porém campanhas de conscientização são necessárias imediatamente para que os motoristas conduzam seus veículos atentos para a presença dos ciclistas. Para isso clamamos que a Prefeitura e o Estado invistam em campanhas nas TVs, jornais, rádio e Internet e propomos que os sindicatos e associações de profissionais  condutores participem ativamente destas campanhas, pois o motorista profissional tem uma influência grande entre familiares e amigos. Não bastará apenas que os ciclistas tenham um local seguro para pedalar - na verdade se os motoristas já respeitassem os ciclistas, não seria necessário criar um local seguro, protegido dos carros. Essa necessidade surge pois uma combinação de fatores como ruas estreitas, motoristas não preparados, falta de sinalização, falta de educação de trânsito curricular, veículos fora-de-controle são tão comuns que mesmo o ciclista mais cuidadoso está em perigo.

Não há dúvida que a bicicleta como meio de transporte faz sentido e seus efeitos são extremamente benéficos para a sociedade e para quem a utiliza. Não podemos compreender a demora das cidades brasileiras em adotar uma política mais sustentável em relação ao tema da Mobilidade Urbana. É um mistério para os ciclo-ativistas donde vem a relutância em estimular o uso da bicicleta. Seria o lobby da indústria automobilística tão poderoso e infiltrado na política brasileira? Bem, eles são poderosos, mas não acreditamos que exerçam influência direta na política local. Nos parece que a mentalidade do sistema político é a mesma do cidadão comum, e daí vem os problemas que presenciamos nas ruas, avenidas e estradas brasileiras.

Compartilhe a Via - é melhor para todos

Neste momento temos que falar de bicicleta para todos que conhecemos - não adianta somente "pregar para os convertidos". Temos que atingir cada vez mais pessoas em nossas conversas, no contato com a família, no trabalho, escola. Precisamos compartilhar essa nossa paixão pela bicicleta e por essa causa com outras pessoas e assim mostrar que iremos todos ganhar quando houver uma política pública séria que promova o uso da bicicleta para lazer, transporte e atividade física - como há em tantos países desenvolvidos.

5 de mar. de 2013

Um ano depois, uma nova tragédia. Aqui nossas sugestões para evitar a próxima.


A ciclista Julie Dias faleceu após colisão com um ônibus na Av. Paulista, SP, dia 02/03/2012. Julie tinha 33 anos, usava a bicicleta diariamente para seu transporte, era conhecida na Av. Paulista e tinha muita experiência. E mesmo assim, pela falta de uma via exclusiva para bicicletas, ela não conseguiu evitar sua própria morte. Dia 02/03/2013 houve uma manifestação em sua memória em São Paulo - ver aqui.

Fábio Matavelli
Aqui em Ponta Grossa, o ciclista Joelcio Xavier faleceu em colisão com automóvel dia 03/03/2012 - praticamente na mesma data que Julie, porém um ano depois. Joelcio trafegava na Rodovia do Talco que leva a uma região da cidade que é conhecida por suas belezas naturais, por suas cachoeiras e pelos locais tranquilos. Infelizmente esta mesma região já foi palco de muitas mortes devido ao abuso de bebida alcoólica, velocidade, vários tipos de imprudência, via estreita e sem acostamento - ver aqui e aqui.

Assim como em São Paulo, os ciclistas de Ponta Grossa sentiram-se todos atingidos por esta tragédia pois todos sabemos como os veículos maiores impõe um risco real à vida dos que utilizam a bicicleta para ir para o trabalho, como Julie e tantos outros, e para os que a utilizam para o lazer, como Joelcio, eu e tantos de nós.

http://naofoiacidente.org/blog/

Quero deixar bem claro que não devemos chamar esses casos de "acidentes". Acidente é algo que não se pode evitar. Por exemplo, mesmo a queda de um avião devido à falha mecânica pode ser facilmente rastreada a um erro humano em uma manutenção anterior, ou a alguma peça cara que não deveria ter passado no controle de qualidade mas foi aprovada porque a empresa não quis arcar com os custos. Eu desafio qualquer um me mostrar uma situação que causa a morte de pessoas no trânsito que possa ser chamada, de fato, de acidente. Imprudência, excesso de velocidade, consumo de álcool ou outras drogas, veículos em más condições de manutenção, falta de sinalização, pavimento inadequado (casos de aquaplanagem ou derrapagem em curvas), falta de acostamento, ruas e rodovias sem manutenção, motoristas com excesso de trabalho portanto cansados - essas são as verdadeiras causas dos "acidentes". A queda do Concorde, as explosões dos ônibus espaciais, uma morte no trânsito não são acidentes. Estes eventos devem ser chamados de "sinistros" - como as seguradoras bem o sabem - são perdas de vidas humanas que podem ser evitadas quando todas as precauções são tomadas, se a fiscalização é aplicada, se a educação de trânsito é levada a sério, enfim - quando todos fizerem a sua parte.

A Rodovia do Talco vem sendo palco de inúmeros destes eventos que ameaçam a vida dos que a utilizam, em particular dos ciclistas e dos que transitam à pé. Alguns destinos são relativamente próximos da UEPG, cerca de 10 km ou menos, e podem ser feitos á pé, por caminhada ou corrida. Porém, a falta de acostamento pode tornar o caminhar e o andar de bicicleta uma aventura arriscada.

Nós do ProCicloviasPG propomos que seja providenciado, imediatamente:
  1. A Rodovia do Talco deverá receber acostamento nas duas direções, de seu início próximo do Jardim Paraíso, até o final do asfalto na localidade de Itaiacoca.
  2. A Polícia Militar irá fiscalizar motoristas (em trânsito ou parados ao lado da pista) quanto ao consumo de álcool através de blitz e de uma viatura que faça o percurso algumas vezes por dia (finais de semana, principalmente à tarde).
  3. A Polícia Militar irá fiscalizar o excesso de velocidade, inclusive com a instalação de radares nos locais de maior perigo (descidas, curvas fechadas, etc.).
  4. As áreas de escape serão mantidas em boas condições, assim como os gramados e acostamentos serão mantidos livres de obstáculos que impeçam sua utilização.
  5. A prefeitura irá fazer campanha de esclarecimento e educação nas TVs, rádios e jornais explicando as ações tomadas, seus motivos e objetivos.
  6. A prefeitura irá, através da secretaria de cultura/turismo e em parceria com o governo do Estado, estimular o uso da Rodovia do Talco para o cicloturismo e, através da maior presença de ciclistas naquela região da cidade, criar a consciência do respeito aos modais de transporte não-motorizado (ex.: caminhar e bicicleta).
  7. A prefeitura irá fazer campanha e divulgar os benefícios do andar de bicicleta para saúde, para a melhoria do trânsito e para a sociedade em geral.
  8. Futuramente, para receber e estimular o cicloturismo, a prefeitura irá instalar quiosques ao longo da Rodovia do Talco com água potável,banheiros e abrigo do sol. Estes locais poderão ter pontos comerciais, seguindo a legislação em vigor, a exemplo do que ocorre em tantas áreas turísticas, ex. Serra da Graciosa.
Iremos protocolar estas sugestões na Prefeitura de Ponta Grossa e na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa.

21 de fev. de 2013

Faça certo da primeira vez

Quando Curitiba anunciou as ciclofaixas de lazer (ver aqui), foi uma aminação geral. O prefeito se promoveu, os ciclistas ficaram felizes, os cicloativistas acharam que estavam fazendo progresso. Porém, quando a população começou a compreender melhor as rotas e como elas foram feitas, veio a decepção.

Ao fim, a atual administração decidiu 'reformar' o circuito de ciclofaixas de lazer em Curitiba (ver aqui e aqui).

Para que 'missão dada' seja de fato 'missão cumprida', alertamos aos administradores de Ponta Grossa sobre esses percalços. Para que um projeto cumpra seu objetivo é importante que ele seja bem discutido com os usuários. Mais, a base de informações técnicas deve ser bem compreendida e verificada. O planeta vem implementando estrutura cicloviárias em muitas cidades ao longo de pelo menos 50 anos. Não existe uma solução pronta que baste instalar e pronto. Cada caso é um caso e tudo tem de ser bem pensado, pesquisado, projetado e executado. Aqui vai um alerta importante: para Ponta Grossa, pelas características de relevo, culturais, e até políticas da cidade, o mais adequado é um plano gradual iniciando por campanhas de educação, criação das ciclofaixas de lazer nos finais de semana, ciclovias recreativas. Durante esse tempo, de aproximadamente 6 meses a 1 ano seriam feitos os estudos junto a população para identificar os pontos mais necessários para ciclofaixas e ciclovias de acordo com vários critérios: nível de perigo da via, registro de acidentes, nível de estresse ao andar na via, volume de ciclistas, população atendida, topografia, etc. Depois virá a instalação das primeiras ciclovias e ciclofaixas, evidentemente nos locais mais importantes, em nosso caso na Av. Carlos Cavalcanti. Depois, para estimular seu uso serão instalados bicicletários por toda a cidade. A instalação de um sistema de aluguel, ou melhor ainda, de compartilhamento de bicicletas irá completar a estrutura cicloviária.

Assim haverá tempo para o motorista de carro, ônibus e caminhão adaptar-se ao processo de compartilhar a via com o devido respeito, pois será mostrado nas campanhas que o ciclista tem o direito de trafegar ali. Um dos problemas hoje é que o ciclista ainda é visto como um empecilho ao bom fluxo do tráfego e isso é agravado pelas péssimas condições do pavimento e alto número de veículos nas ruas, fatores que geram conflito inevitável entre os modais.  Com uma estrutura cicloviária adequada os conflitos diminuirão e todos ganharão com isso em segurança, nível de estresse, economia de tempo, saúde e muitos outros fatores.

Acreditamos que as condições estão todas presentes para que Ponta Grossa torne-se uma cidade amiga da bicicleta:
  1. as soluções técnicas são abundantes
  2. há recursos do ministério das cidades
  3. a demanda é alta
  4. ambientalmente correto
  5. promove inclusão social
  6. uso adequado do solo
  7. a atual administração é receptiva (na prática, a mais importante)
Mais lições de como fazer ou não fazer ciclovia, aqui.

20 de fev. de 2013

Reunião na Secretaria de Planejamento

O ProCicloviasPG participou de reunião na Secretaria de Planejamento de Ponta Grossa hoje às 10:00 horas onde foi discutida a questão do Plano Diretor e do Plano de Mobilidade Urbana para a cidade.

Estavam presentes o Eduardo Kalinoski da AMTT, a Nagila e o Fernando do Paraná Cidade, Cloter do ProCicloviasPG e nosso anfitrião, o Secretário de Planejamento João Ney Marçal.

Este foi o primeiro contato e foi estabelecida uma cooperação entre estas entidades no sentido de elaborar os estudos, planos, projetos e criar as políticas públicas, legislação e infra-estrutura física para que Ponta Grossa avance na questão da Mobilidade Urbana. O Paraná Cidade e o ProCicloviasPG compreendem e provem a ideia que a mobilidade dentro dos espaços urbanos deve priorizar o transporte não-motorizado, ou seja, as pessoas que caminham a pé, os ciclistas. Depois a cidade deve priorizar o transporte público e finalmente os automóveis particulares. Estas são também as diretrizes da lei federal da mobilidade, aplicável a todos os municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes.

O Secretário foi extremamente receptivo a estas ideias e destacou uma pessoa do seu quadro para trabalhar com a Nagila do Paraná Cidade. O ProCicloviasPG fará parte desse processo compartilhando todas as nossas propostas e experiência prática seja como ciclista, seja técnica na elaboração de projetos, mapas e eventos.

Esperamos que, através destas ações, Ponta Grossa caminhe na direção de tornar-se uma cidade amiga da bicicleta.

Sugestão do ProCicloviasPG para as rotas

8 de jul. de 2012

O uso da bicicleta como transporte

"O Movimento ProCicloviasPG vem trabalhando desde 2010 pela segurança dos ciclistas de Ponta Grossa. Nosso projeto envolve conscientizar a população quanto aos benefícios do uso da bicicleta e também cobrar do poder público mais investimentos no transporte não-motorizado."
Ver mais na edição online do JMNews aqui e também na edição impressa.

18 de abr. de 2012

Moção de Apelo será votada dia 23/04/12 na Câmara Municipal - Vamos colocar "Pressão na Câmara"

Dia 23/04/12, segunda-feira à partir das 15:00 horas, será votada na Câmara uma moção de apelo ao prefeito de Ponta Grossa para que utilize recursos federais e faça investimentos na infra-estrutura de transporte não-motorizado em Ponta Grossa, segundo anúncio do vereador Alessandro Lozza (PSDB) em sua página no Facebook: 'Sabemos que o Governo Municipal tem pecado em alguns pontos, dentre eles destacamos a não preocupação em adaptar nossa cidade àqueles que utilizam da bicicleta como meio de transporte alternativo. Segundo dados da Gazeta do Povo, dos mais de R$10 milhões reservados para ações de apoio ao transporte não-motorizado, apenas R$957 mil foram utilizados. Nos últimos três anos, apenas nove cidades foram contempladas com o recurso, nenhuma Paranaense. De posse destes dados, achamos por bem protocolar uma “Moção de Apelo” ao Poder Executivo pedindo que sejam elaborados projetos para ações de apoio ao transporte não-motorizado, para que assim possamos receber verbas destinadas ao setor cicloviário e adequar Ponta Grossa à prática do ciclismo, modalidade de transporte que além de econômica, é saudável e ambientalmente correta.'

Alguns vereadores já nos apoiaram em eventos anteriores (Alessandro Lozza, Ana Maria e Maurício Silva) mas precisamos de mais vereadores do nosso lado! Sabemos que os vereadores se sentem pressionados quando a população se manifesta em favor das medidas propostas, e neste caso, será importante a maior presença possível nas galerias da Câmara, principalmente ciclistas - de preferência com suas bicicletas - e qualquer pessoa que deseje melhora nas condições do trânsito de Ponta Grossa. Convidamos todos para colcoar PRESSÃO NA CÂMARA dia 23 para que também o transporte não-motorizado, E A BICICLETA, tenham seu papel reconhecido na mobilidade urbana em nossa cidade.

Compareça na Câmara dia 23/04/12 às 15:00 com sua voz por uma Ponta Grossa mais amiga da segurança do ciclista e de todos que utilizam o transporte não-motorizado. Ajude nesse evento organizando seus grupos, alunos, amigos, enfim, todos que possam comparecer.

Se não puder comprarecer, fale com a câmara:
  • Avenida Visconde de Taunay, 880 - Ronda CEP 84051-000
  • Telefone: 42 - 3220 7100

Contato direto com a Câmara:
  • diretoriageral@cmpg.pr.gov.br
  • imprensa@cmpg.pr.gov.br
  • juridico@cmpg.pr.gov.br
  • presidencia@cmpg.pr.gov.br

Vereadores de Ponta Grossa:
  • Alessandro Lozza Perreira de Moraes
  • email: alessandro@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7137 ou 9127-6592
  • Aline de Almeida César
  • email: aline@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7118 ou 9127-6651
  • Alysson Fernando Zampieri
  • email: zampieri@cmpg.pr.gov.br  
  • Tel:(42) 3220-7125 ou 9126-4600
  • Ana Maria Branco de Holleben
  • email: ana@cmpg.pr.gov.br  
  • Tel:(42) 3220-7135 ou 9127-6619
  • George Luiz de Oliveira
  • email: george@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7123 ou 9127-6690
  • Edilson Fogaça de Almeida
  • email: fogaca@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7112 ou 9111-9906
  • Enoc Pereira Brizola - Dr. Enoc
  • email: enoc@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7114 ou 9128-8999
  • José Carlos Sahagoff Raad - Dr. Zeca  
  • email: drzeca@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7110 ou 9127-6646
  • Julio Francisco Shimanki Kuller
  • email: kuller@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7121 ou 9127-6674
  • Márcio Fernando Schirlo
  • email: schirlo@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7128 ou 9107-0086
  • Mauricio Silva
  • email: mauricio@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7106 ou 9127-6589
  • Pascoal Adura - Dr. Pascoal
  • email: doutorpascoal@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7139 ou 9118-3900
  • Sebastião Mainardes Júnior
  • email: mainardes@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7116 ou 9127-6626
  • Valfredo Dzazio - Dr. Laco
  • email: laco@cmpg.pr.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7133 ou 9127-6662
  • Walter José de Souza - Valtão
  • email: valtao@cmpg.gov.br
  • Tel:(42) 3220-7108 ou 9106-9977

11 de abr. de 2012

Como a Política Mata Ciclistas

Sábado, 7 de abril de 2012
Como a Política Mata Ciclistas
 06:30 Everton - Notícias Do Dia - link 


Nunca andamos tanto de bicicleta - e por isso mesmo nunca houve tão pouco espaço para elas. E para mudar isso só há um caminho: acabar com a miopia urbanísticas dos governantes.

Cada Um De Nós tem uma escolha a fazer sobre como chegar ao trabalho todas as manhãs. Podemos ir de carro, a pé, de transporte público, de táxi, de moto, de bicicleta. Há prós e contras para todas as opções. Ônibus é mais barato, mas também não é nenhuma pechincha: em São Paulo, onde a passagem custa R$ 3, um mês de ida e volta de ônibus custa R$ 180 por pessoa, 30% do valor do salário mínimo. E é infernal: implica muito aperto, muito tempo perdido, muito susto com motoristas estressados... (e que não se desequilibraria passando o dia no trânsito?).


É tão ruim que uma minoria crescente da população opta por ter um carro. A vida com carro não é boa, mas é muito melhor do que dentro do ônibus. Os vidros fumê, o ar condicionado e a música ambiente dão a sensação de que está tudo bem, apesar de Sodoma e Gomorra lá fora. Ter carro é caro: custa mais de R$ 1 mil por mês, se tudo for colocado na conta (impostos, estacionamento, gasolina, depreciação do veículo). E há várias contas para o resto da cidade: essas opções implica poluição, piora do clima, custos para a saúde. Além dos usuários de transporte público e carro, há quem prefira caminhar (a escolha mais barata), outros andam de táxi. E há quem opte pela bicicleta.


Bicicleta só não é mais barata do que caminhar. E, além do custo baixo, ela é boa para quem pedala (evita obesidade, depressão, doença cardíaca, câncer, melhora o sono, o sexo, a disposição) e para a cidade (reduz o trânsito, não emite poluentes, não piora o clima e reduz gastos públicos com saúde). A prefeitura de Companhague calculou que, a cada quilômetro que uma pessoa anda de carro, a cidade gasta R$ 0,30. A cada quilômetro pedalando por uma bicicleta, a cidade ganha R$ 0,70 (com o incremento do turismo, por exemplo). Ou seja, abrir espaço para bicicletas é bom para todo mundo.

A boa notícia é que nunca se pedalou tanto. Só na cidade de São Paulo o número de deslocamentos de bicicleta subiu de 47 mil por dia em 1987 para 147 mil em 2007 (data das estatísticas mais recentes). Isso é quase o dobro dos deslocamentos de táxi (78 mil). Em países bem administrados, os cidadãos são estimulados a escolher aquilo que é melhor para todos. Na Bélgica, por exemplo, ciclistas pagam menos impostos. Já no Brasil, pedestres e ciclistas são punidos com a falta de espaço.

O prefeito é responsável por construir infraestrutura para a cidade. Ele cobra impostos de todos os habitantes e, com esse dinheiro, tem a obrigação de tornar o espaço público adequado para todo mundo. Nas cidades brasileiras, a maior parte dos investimentos no espaço público é tradicionalmente voltada para quem anda de carro - o dinheiro que a prefeitura toma de todo mundo é gasto com um só grupo.

Por quê? Por inércia. Na nossa cultura política, o que rende voto é obra monumental - basicamente grandes viadutos e avenidas. Não por consciência, as empreiteiras que fazem essas obras são as grandes financiadoras da eleições. Ou seja, o dinheiro doado na campanha volta multiplicado ao bolso de quem "doou".

Esse ciclo vicioso, por sí só, não é o responsável pela quase inexistência de infraestrutura para ciclistas no Brasil, mas ajuda. É que as obras viárias matam dois coelhos dos políticos com uma cajadada só: rendem contratos gordos para os financiadores de campanha e votos, muitos votos. Mas essa é uma visão caduca.

Não é de hoje que bom urbanismo ganha eleição - e não é exagero concluir que essa tendência vive um auge histórico. O caso do Bike Rio serve de exemplo. Trata-se de um sistema de aluguel de bicicletas a exemplo do Vélib, de Paris: você aluga a bicicleta num ponto e devolve em outro. Esperavam que o sistema tivesse 7 mil usuários. Pouco depois da inauguração, em outubro de 2011, eram 45 mil. Moral da história: construa uma boa infraestrutura, e a bicicleta como meio de transporte virá - para o bem de todos.

Olhar com atenção para este assunto, não é só uma questão de urbanismo, inclusive, mas de segurança pública. Em março, a ciclista Juliana Ingrid Dias morreu esmagada por um ônibus na Avenida Paulista, em São Paulo. Ela foi uma entre os 3 ciclistas mortos no Brasil naquela semana. José Carlos Lopes, o motorista do ônibus que a matou, disse que a conhecia, que a via todos os dias, que ela era consciente, cuidadosa, educada, "tinha noção do espaço dela". Mas não havia espaço para ela. E enquanto a visão urbanística dos nossos prefeitos continuar míope, as mortes não vão parar.

2 de abr. de 2012

Pedal de domingo

Nas duas últimas semanas foi realizado o Pedal das Meninas no domingo de manhã. Percebemos que, devido ao horário e baixo movimento de carros, o pedal é uma ótima oportunidade para que iniciantes participem em ambiente mais favorável e sem preocupações muito grandes com o trânsito, ônibus, etc.

Assim, convidamos a todos para participar do evento, que agora será para todos, meninos ou meninas, que queiram pedalar em roteiros mais planos e em horário de menos movimento. Será uma ótima oportunidade para se familiarizar com o uso da bicicleta nas vias, para aproveitar o sol da manhã de domingo de um jeito diferente e para conhecer pessoas que, como você, gostam da ideia de pedalar por aí porém não gostam de enfrentar o trânsito pesado de um dia normal.

Este foi o roteiro do pedal do dia 01/04/12: Saímos do Parque Ambiental, seguimos pela Silva Jardim, pegamos a Av dos Vereadores, passamos pela OAB/VCG, seguimos até a Dom Pedro I, cruzamos a Av Visc de Mauá e chegamos à traquila vizinhança da vila Maria Otília. Na volta fizemos o caminho inverso. Foram 11 km de uma pedalada tranquila e animada - e isso mostra que, escolhendo bem, até em Ponta Grossa é possível evitar as subidas :)

Venha pedalar conosco no próximo domingo de páscoa, 08/04/12, a partir das 9:30 da manhã.

Abaixo, o mapa deste pedal, com quadro de altitudes do trajeto:

Trajeto do Pedal de Domingo de 01/04/2012
com quadro de altitudes - ver trajeto plano

28 de mar. de 2012

Apenas 4 motoristas foram multados em Curitiba por colocar ciclistas em perigo durante ultrapassagem - E Ponta Grossa? Vamos pesquisar e colocaremos aqui.

Alexandre Costa Nasciemnto - Gazeta do Povo

De cada 500 mil multas de trânsito aplicadas em Curitiba, apenas uma tem como causa o descumprimento dos artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que protegem a vida dos ciclistas.

Entre 2009 e 2011, a autoridade municipal de trânsito – antiga Diretran, hoje Setran – autuou mais de 2 milhões de motoristas. O volume total de multas aplicadas cresceu em ritmo chinês, a uma taxa média de 15% ao ano.

Mas, somente em 4 ocasiões os agentes sacaram a caneta e bloquinho para fazer cumprir a lei e punir motoristas que desrespeitaram a distância mínima de 1,5 metro ao ultrapassar ciclistas, conforme determina o artigo 201 do CTB.

Neste mesmo período, nenhum motorista sequer foi multado por atropelar o inciso XIII do artigo 220, deixando de reduzir velocidade do veículo de forma compatível com a segurança ao ultrapassar um ciclista.

A falta de sanções não é necessariamente indicativo da inexistência de infrações dessa natureza em Curitiba. Ao contrário, ela revela a omissão do poder público em fazer cumprir a lei em favor dos ciclistas.

A conseqüência disso pode ser traduzida pelas estatísticas: nos últimos três anos, a capital paranaense contabilizou mais de 1,4 mil acidentes de trânsito que resultaram em ciclistas feridos e hospitalizados, uma média de 9 acidentes por semana, mais de um por dia, de acordo com o Sistema de Dados Operacionais do Corpo de Bombeiros do Paraná.

Nestes três anos, mais de 70 ciclistas perderam a vida nas ruas de Curitiba enquanto pedalavam. Na comparação com as outras capitais da região Sul, Curitiba é de longe a mais violenta e concentra 67% dos acidentes fatais, figurando como a 6ª capital mais perigosa para os usuários de bicicleta.

Apenas em 2011, ano em que absolutamente nenhuma multa foi aplicada por desrespeito aos artigo 201 do CTB, cerca de 20 ciclistas morreram no trânsito curitibano. Certamente, a maioria desses acidentes teria sido evitada e, talvez, a muitos desses cidadãos ainda estariam vivos e pedalando por aí se a lei do 1,5 metro fosse devidamente fiscalizada pelos órgãos responsáveis.

Reprodução/Setran-PMC
Reprodução/Setran-PMC /

O ciclista tem do direito (e o dever) de trafegar nas ruas, no mesmo sentido de circulação da via e com preferência sobre os veículos automotores. É lei. Está lá no Código de Trânsito Brasileiro para quem quiser ler : desrespeitar a lei do 1,5 metro é infração média, punida com 4 pontos e multa de R$ 85,13. Já ultrapassar ciclista com velocidade incompatível é infração grave, punida com 5 pontos e multa de R$ 127,69.

Pressupõe-se que todo motorista saiba disso, já que qualquer um deve passar por pelo menos 45 horas de um curso teórico antes de estar apto para dirigir. Ainda que não aprenda na auto escola, nem mesmo o desconhecimento de uma lei é argumento jurídico para justificar seu descumprimento. Se o motorista não respeita a lei, pondo em risco a vida de outros, é dever da autoridade competente “lembrá-lo” com uma autuação, que tem o papel punitivo e pedagógico, visando evitar a reincidência.

No entanto, quando isso não acontece, o resultado é catastrófico. É sociologicamente comprovado que a sensação de impunidade estimula o desrespeito às leis e, consequentemente, a criminalidade. Isso vale para qualquer situação. Mas, quando essa lógica é aplicada ao trânsito, a parte mais frágil, neste caso, os ciclistas, acabam pagando com a própria vida.

Reprodução/Internet
Reprodução/Internet /

O secretário municipal de Trânsito, Marcelo Araújo, que assumiu a Setran em janeiro deste ano, argumenta que o que dificulta a aplicação da lei é justamente a “precisão milimétrica” do CTB, que define a infração como o limite de 1,5 metro. “A olho nu, o agente de trânsito não tem condições de saber se o motorista passou a 1,49 metro – comentendo uma infração – ou 1,51, oue já não a caracterizaria. Seria necessário algum tipo de equipamento para medir a distância dos carros e das bicicletas para poder fazer as autuações”, justifica.
O secretário ressalta ainda que, para comprovar a infração com uso de equipamentos, eles devem ser previamente regulamentados pelo Contran, além de aferidos pelo Inmetro.
Já no caso da velocidade incompatível, prevista no artigo 220, o texto é subjetivo e dá margem a interpretação do agente. “Essa infração independe de medição por equipamento, porém, o agente ao autuar deve fazer constar qual teria sido a situação que o fez entender a incompatibilidade da velocidade”, sustenta Araújo em um artigo sobre a questão.

Porém, apesar de ser mais flexível, nenhum motorista foi multado nos últimos três anos pode descumprir esse artigo, ao contrário dos quatro que o foram com base no art. 201, ainda que não se tenha conhecimento da utilização de qualquer instrumento capaz de medir com precisão milimétrica a distância de ultrapassagem.

Na dúvida, a Setran pode distribuir gratuitamente aos seus agentes um instrumento que não custa caro e tem precisão quase infalível: o bom e velho bom censo. E claro, cobrar a aplicação da lei, em especial a que visa proteger os mais frágeis e vulneráveis.

Omissão será investigada pelo Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou procedimento para apurar a omissão da CET e do Denatran na questão da fiscalização e aplicação do artigo 201 do CTB.

A ação foi proposta pela jornalista e cicloativista Sabrina Duran, do blog Na Bike. Junto à petição, foram anexados artigos e reportagens que mostram como essa omissão e o consequente desrespeito a lei do 1,5 metro está relacionado à morte de ciclistas em São Paulo.

Polly Rosa
Polly Rosa / Em São Paulo, Ministério Público instaurou procedimento para apurar omissão dos órgãos fiscalizadores. Em São Paulo, Ministério Público instaurou procedimento para apurar omissão dos órgãos fiscalizadores.

O caso está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital, que já pediu a elaboração de ofícios a serem enviados aos órgãos municipal, estadual e federal de trânsito.
Os respectivos órgãos terão de se explicar sobre a acusação de omissão frente a aplicação do artigo 201 do CTB, provando que cumprem e aplicam a lei corretamente. O prazo oficial para que os órgãos respondam ao Ministério Público é de 45 dias, a contar do recebimento do ofício. A partir daí, o promotor poderá mover a ação, caso não fique satisfeito com as provas apresentas contrárias à denúncia.

16 de mar. de 2012

Usuários da bicicleta no BR

Como está distribuido o uso da bicicleta no Brasil?

Alguns números:
  • Frota nacional: 60 milhões de bicicletas 
  • Produção anual: 5 milhões de bicicletas (2004)
  • Ciclistas usuários por dia no Brasil: 24 milhões 
Utilização das bicicletas produzidas:
  • 53% para transporte 
  • 29% para uso infantil 
  • 18% para lazer e esporte 
(Fonte: ABRACICLO)

A foto abaixo representa aqueles que usam suas bicicletas para transporte, ou seja,  mais da metade dos ciclistas brasileiros.

Bicicleta usada para transporte e pequenas distâncias

Este é o público principal para o qual o Movimento ProCicloviasPG deverá continuar trabalhando, ou seja, melhorar as condições de segurança para aqueles que usam a bicicleta para: trabalho, escola, universidade, pequenas compras, tarefas diárias próximas da residência, passeios curtos com amigos e familiares.

Os atletas e desportistas em geral, que são menos de 18% dos usuários, atingem distâncias muito maiores, da ordem de 50 quilômetros ou mais, pedalam fora da região central e não são os típicos usuários da estrutura cicloviária urbana. Eventualmente os atletas e desportistas fazem uso da estrutura cicloviária quando estão a caminho das saídas da cidade, porém as ciclofaixas, ciclovias, para-ciclos, bicicletários são tipicamente utilizadas pelo ciclista comum em seus afazers diários e em deslocamentos curtos. Muitas das bicicletas dos atletas e desportistas custam R$5.000,00 ou mais e não é seguro deixá-las nos bicicletários presas apenas com um cadeado. Esse problema ocorre também na Europa, onde, em países como França e Holanda, os ciclistas urbanos usam bicicletas mais velhas e até com pintura riscada para não chamar a atenção.

14 de mar. de 2012

ACIPG e Convention Bureau estudam projeto para passeio ciclístico

14/03/2012 - ACIPG e Convention Bureau estudam projeto para passeio ciclístico

Representantes da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) e do Convention Bureau estiveram em reunião com participantes do Movimento Pró-Cicloviasde Ponta Grossa, na terça-feira (13/03), na ACIPG. O objetivo do encontro foi o estudo de viabilidade para realizar passeio ciclístico na cidade, na segunda quinzena de abril.

“Entre as metas da ACIPG, presente no Planejamento Estratégico, temos a corrida rústica e o projeto de passeio ciclístico envolve ações em comum com a meta, como mobilidade urbana e hábitos saudáveis. O Movimento Pró-Ciclovias está estudando o trajeto e a viabilidade. Já deixamos o convite para os nossos quase 3.000 associados para que participem do projeto”, comenta o presidente da ACIPG, Marcio Pauliki. O presidente destaca que a Secretaria Municipal de Esportes também será chamada para participar dos preparativos.

Na ocasião, Pauliki e o diretor de Comércio Exterior da ACIPG, Weliton da Silva Barreiros, apresentaram o estudo preliminar de mobilidade urbana de estacionamento subterrâneo no Complexo Ambiental Governador Manoel Ribas – Parque Ambiental, que também conta com revitalização das Praças da Água e do Ar. A da Água teria inclusão de cascata e ponte sobre o espelho d’água e uma nova passarela a uniria a do Ar, com acesso através de rampa, permitindo a acessibilidade e travessia facilitada de bicicleta. Mudanças como alargamento da pista de caminhada existente para inclusão de ciclovia e criação da mesma na Praça do Ar também constam no projeto.

“O Convention Bureau, juntamente com o Movimento Pró-Ciclovias, vai colaborar na preparação das articulações ciclísticas”, destaca o diretor executivo do Bureau,Eros Edesio de Freitas.

Gabriel Rangel, integrante do Movimento Pró-Cicloviasde Ponta Grossa ressalta que o passeio ciclístico vem contribuir com a melhoria de vida da sociedade. “Através do passeio há contribuição para a saúde. As pessoas podem mudar hábitos, fazendo do uso da bicicleta um aliado. Melhorias na cidade para os ciclistas são bem vindas”.

Jornalista: Thaís Helena Ferreira Neto

Aqui o link para a matéria original.

28 de fev. de 2012

Lei da Bicicleta. Seguimos trabalhando, até chegar lá.

Hoje foi um dia de pesquisa e conversa com advogados.

Aguardaremos a decisão do Tribunal de Justiça do PR dia 05/03 com relação à ADIN (ação direta de inconstitucionalidade) que a OAB/PG impetrou contra a CMPG referente a exigência de cópia de título de eleitor que o Artigo 192 do Regimento da CMPG faz para considerar projeto de lei de iniciativa popular. Concordamos com a  posição da OAB/PG que sugere que tal exigência desencoraja, e mesmo impossibilita, a obtenção do número de assinaturas necessário para apresentação de projeto de lei de iniciativa popular e isso representa uma restrição do exercício do direito garantido pela Constituição Federal em seu Artigo 61 (ver Iniciativa Popular - Wikipedia). Por ser este um assunto tão sério, o Tribunal de Justiça do PR montou uma comissão especial para apreciar a matéria.

Esta decisão do TJ terá influência em como iremos preparar nossa própria campanha de mobilização pelo projeto "Lei da Bicicleta" de iniciativa popular, que iremos certamente propor.

Assim, pedimos que todos a nossa rede continuem mobilizando seus contatos, apoios, mídia e tudo o mais que possa ajudar, pois continuaremos refinando nossa campanha de divulgação e obtenção de assinaturas.

Os próximos meses serão de trabalho incessante pois somente com pressão constante, sustentada e incasável iremos atingir nossos objetivos. Como um amigo advogado comentou comigo hoje "é pelo bem da cidade". Raros são os projetos que são puramente para o bem de todos da cidade. Até o prefeito de Ponta Grossa, o Sr Pedro Wosgrau Filho, nos disse em uma reunião no início de 2011 "Todos irão apoiar as ciclovias, é claro. Ninguém será contra."

É, Sr. Prefeito, porém alguns são contra e os argumentos são os mais esdrúxulos:
  • Topografia desfavorável de Ponta Grossa
  • Clima frio
  • Falta de hábito de usar a bicicleta
  • Falta de ciclovias (bem, este está correto!)
Não vou perder tempo aqui abordando estes argumentos pois tudo isso já foi rejeitado por evidências, inclusive neste blog (use o item PESQUISAR NO BLOG). Os engenheiros civis sabem que topografia não é uma questão de opinião, mas sim uma questão prática de escolha do terreno certo. E isso não falta em Ponta Grossa: todos irão lembrar que uma ferrovia já passou pelo centro da cidade, do Vendrami até a Sadia. O Parque Ambiental e a Avenida dos Vereadores ficam exatamente sobre seu antigo leito!  O que falta é a decisão de encarar a situação, montar o projeto e colocar a coisa para funcionar. Talvez porque seja trabalhoso.

Mas nós temos um sonho, na verdade, um ótimo sonho; e não temos medo de trabalho.

20 de nov. de 2011

Passeio Ecológico IAPAR - 19/22/11 - Fotos

Mais uma vez estamos felizes em poder colocar as fotos do excelente passeio ciclístico ecológico IAPAR do último sábado.

Este evento foi organizado pelo Grupo de Gestão Ambiental do IAPAR coordenado pelo Roger Milléo, que também é integrante do Movimento ProCicloviasPG. Este foi o último passeio ecológico de 2011 e os próximos irão ocorrer a partir de junho de 2012. Neste passeio os integrantes puderam conhecer os trabalhos desenvolvidos pelo IAPAR implantados nas áreas da trilha. Mais detalhes em matéria a ser veiculada em breve no site do IAPAR - www.iapar.br.

Agora, as fotos:









Fotos - Bicicletada 5/11/11

Amigos,

Abaixo as fotos de mais uma das nossas já tradicionais "bicicletadas" do primeiro sábado de cada mês. Por ser um movimento cicloativista com o objetivo de  promover o uso de bicicleta como transporte, nossas ações são principalmente para conscientização da população sobre seus direitos com relação ao uso da bicicleta nas vias públicas (já que a legislação federal considera a bicicleta como meio de transporte) e cobrança do poder público a instalação de estrutura cicloviária na cidade - bla ... bla... bla... vocês já sabem :)

Bem, adoramos pedalar, mas a maioria de nós não é nem desportista, nem atleta, nem tem tanto tempo assim para pedalar por motivo de família, trabalho, etc. O que queremos e gostamos é de trabalhar pela promoção destas ideias e ideais. Assim agradecemos e na verdade contamos com aproximação de outros grupos que mesmo tendo objetivos, estilos e métodos diferentes, também usam a bicicleta como meio de transporte, lazer, condicionamento físico, esporte, etc. Estemos muito felizes com a participação e apoio de cada vez mais pessoas. Vamos, cooperativamente, trabalhar por esta causa.

Agora, as fotos:






14 de out. de 2011

Passeio ciclístico ecológico IAPAR - Primavera 2011

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O IAPAR convida todos para participar do já tradicional Passeio Ciclístico Ecológico da Primavera a ser realizado na trilha ecológica do IAPAR dia 19/11/2011.

O último evento no IAPAR contou com mais de 70 ciclistas que puderam pedalar na trilha em meio à exuberante beleza da mata natural da nossa região, com o dedicado apoio dos monitores do IAPAR e ProCicloviasPG.

O objetivo do IAPAR é compartilhar esta área natural com ciclistas, famílias e amigos que gostam de pedar junto à natureza. A cada edição o evento ganha mais adeptos e todos saem perguntando da próxima data. Abaixo, uma imagem do cartaz. Clicando neste link você poderá baixar o PDF para imprimir e colocar no seu local de trabalho ou estudo. Veja fotos dos eventos anteriores aqui e aqui. Venha celebrar a natureza e pedalar conosco!


3 de out. de 2011

Promoção mobilidade ciclística

Vídeos sobre "Promoção mobilidade ciclística no Paraná em Sta Catarina" são educativos e servem de exemplo para o que se pode fazer sobre a questão de mobilidade. Podemos ver que as soluções ambientalmente corretas exigem um certo esforço, mas valem a pena. Este programa surge da forte iniciativa do governo do estado que fomenta políticas públicas para o uso da bicicleta em SC.