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27 de mai. de 2012
Deputados lançam Frente em Defesa das Ciclovias - ProCiclovias faz pronunciamento na Audiência Pública sobre o Plano Diretor
No mesmo dia (24/05/12) que participamos da Audiência Pública sobre o Plano Diretor na Câmara dos Vereadores da Ponta Grossa, a Câmara dos Deputados Federais lançava a Frente Parlamentar pela Defesa da Ciclovia, que conta com mais de 200 deputados. Que ótima coincidência.
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Plano Diretor com a participação da sociedade |
Esta semana iremos protocolar na Câmara sugestões e alterações para o Plano, em forma de carta de apelo e sugestões ao projeto. Representaes do Grupo Pedal Noturno também estão trabalhando nas alterações, e pensamos em todos assinarmos as sugestões em conjunto, mostrando assim que vários grupos de ciclistas em Ponta Grossa estão juntos nessas reivindicações. Participe conosco, mesmo que você não pedale, envie email para: prociclovias@gmail.com.
Veja abaixo vídeo do lançamento da Frente Parlamentar.
Veja abaixo vídeo do lançamento da Frente Parlamentar.
"Foi lançada hoje, 24 de maio, em Brasília a Frente Parlamentar em Defesa das Ciclovias. E a forma como o lançamento foi feito não poderia ser mais coerente. Foi pedalando que deputados e defensores da bicicleta como importante e ecológico meio de transporte divulgaram seus objetivos. O passeio foi na Esplanada dos Ministérios."
Link para a matéria da TV Câmara aqui.
22 de mai. de 2012
Frente parlamentar das ciclovias será lançada na quinta-feira (24/05/2012)
TV Câmara
Frente parlamentar vai debater e propor medidas para ampliar a infraestrutura do sistema cicloviário.
Será lançada na quinta-feira (24 de maio) a Frente Parlamentar em Defesa das Ciclovias, que tem como objetivos debater políticas públicas de mobilidade urbana e atuar pela implantação de ciclovias nas cidades brasileiras. O ato de lançamento será realizado às 9 horas, no Plenário 13. Antes disso, às 8h30, haverá um passeio ciclístico da Catedral até a Câmara.
A iniciativa de criação da frente parlamentar é das deputadas Marina Santanna (PT-GO) e Rebecca Garcia (PP-AM) e dos deputados Márcio Macêdo (PT-SE), Policarpo (PT-DF) e Vicentinho (PT-SP). Rebecca Garcia, que será coordenadora da frente na região Norte, disse que pretende viabilizar propostas alternativas e sustentáveis para aumentar a quantidade de ciclovias, principalmente na Amazônia.
Entre as metas da frente parlamentar estão também a discussão de medidas de integração entre a bicicleta e os modos coletivos de transporte, e o incentivo à adoção de políticas e ações para implementação de infraestrutura do sistema cicloviário brasileiro.
Além de parlamentares que integram a frente, participarão da solenidade de lançamento representantes dos ministérios dos Transportes, da Saúde, do Meio Ambiente e das Cidades; do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran); e das entidades União dos Ciclistas do Brasil, Rodas da Paz e Pedal Goiano.
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'
Frente parlamentar vai debater e propor medidas para ampliar a infraestrutura do sistema cicloviário.
Será lançada na quinta-feira (24 de maio) a Frente Parlamentar em Defesa das Ciclovias, que tem como objetivos debater políticas públicas de mobilidade urbana e atuar pela implantação de ciclovias nas cidades brasileiras. O ato de lançamento será realizado às 9 horas, no Plenário 13. Antes disso, às 8h30, haverá um passeio ciclístico da Catedral até a Câmara.
A iniciativa de criação da frente parlamentar é das deputadas Marina Santanna (PT-GO) e Rebecca Garcia (PP-AM) e dos deputados Márcio Macêdo (PT-SE), Policarpo (PT-DF) e Vicentinho (PT-SP). Rebecca Garcia, que será coordenadora da frente na região Norte, disse que pretende viabilizar propostas alternativas e sustentáveis para aumentar a quantidade de ciclovias, principalmente na Amazônia.
Entre as metas da frente parlamentar estão também a discussão de medidas de integração entre a bicicleta e os modos coletivos de transporte, e o incentivo à adoção de políticas e ações para implementação de infraestrutura do sistema cicloviário brasileiro.
Além de parlamentares que integram a frente, participarão da solenidade de lançamento representantes dos ministérios dos Transportes, da Saúde, do Meio Ambiente e das Cidades; do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran); e das entidades União dos Ciclistas do Brasil, Rodas da Paz e Pedal Goiano.
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'
20 de mai. de 2012
A integração do pedestre e ciclista com o Transporte Coletivo
Projeto de Estrutura Cicloviária
Este documento mostra diferentes abordagens na solução de problemas quando são feitos projetos em estrutura cicloviária.
Ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado
Muito tem se falado sobre ciclovia, ciclofaixa, ciclo-rota… Mas qual a diferença?
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Ciclovia em Sevilha, isolada por pequenos postesde metal. Foto: Sevilla Cycle Chic |
Ciclovia
É um espaço segregado para fluxo de bicicletas. Isso significa que há uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos. A maioria das ciclovias de orla de praia são exemplos de vias segregadas.
Essa separação pode ser através de mureta, meio fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. A ciclovia é indicada para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso.
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Por estranho que possa parecer, a ciclovia do Parque do Ibirapuera pode ser considerada uma ciclofaixa. Foto: Willian Cruz |
Ciclofaixa
É quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo (inclusive cones ou cavaletes). Pode haver “olhos de gato” ou no máximo os tachões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus.
Indicada para vias onde o trânsito motorizado é menos veloz, é muito mais barata que a ciclovia, pois utiliza a estrutura viária existente.
Dada essa definição, a ciclovia do Parque do Ibirapuera é tecnicamente uma ciclofaixa, já que não há separação física entre o espaço reservado às bicicletas e o resto da via, mesmo que lá não circulem carros.
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Ciclo-rota é um caminho mapeado ou sinalizado para ajudar no deslocamento dos ciclistas. Foto: Willian Cruz |
Ciclorrota
De uso mais recente, o termo ciclorrota (ou ciclo-rota) significa um caminho, sinalizado ou não, que represente a rota recomendada para o ciclista chegar onde deseja. Representa efetivamente um trajeto, não uma faixa da via ou um trecho segregado, embora parte ou toda a rota possa passar por ciclofaixas e ciclovias.
As Ciclorrotas do Brooklin, Lapa e Mooca, em São Paulo, são exemplos dessa infraestrutura, que está contida em um tipo de implementação mais abrangente chamado Bicycle Boulevard. Entenda aqui.
Foi realizado na cidade de São Paulo um mapeamento de rotas para ciclistas, que tem servido de base para as ciclorrotas mais recentes. Recomendo a leitura deste artigo para compreender melhor o mapeamento e como foi feito. Este outro explica a importância de sinalizar essas rotas.
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Ciclofaixa de Lazer, uma "ciclovia operacional". Foto: Willian Cruz |
Ciclovia operacional
Faixa exclusiva instalada temporariamente e operada por agentes de trânsito durante eventos, isolada do tráfego dos demais veículos por elementos canalizadores removíveis, como cones, cavaletes, grades móveis, fitas, etc.
As Ciclofaixas de Lazer, montadas aos domingos em várias cidades, são tecnicamente ciclovias operacionais, já que são temporárias e têm sua estrutura removida após o término do evento semanal.
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Ciclista compartilhando na via na Av. Paulista. Foto: Mathias |
Espaço compartilhado
O tráfego de bicicletas pode ser compartilhado tanto com carros quanto com pedestres. Mas vamos nos ater ao compartilhamento da via com os veículos motorizados, pois essa é a grande luta dos cicloativistas hoje.
Pela lei, quando não houver ciclovia ou ciclofaixa, a via deve ser compartilhada (art. 58 do Código de Trânsito). Ou seja, bicicletas e carros podem e devem ocupar o mesmo espaço viário. Os veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores (art. 29 § 2º), respeitando sua presença na via, seu direito de utilizá-la e a distância mínima de 1,5m ao ultrapassar as bicicletas (art. 201), diminuindo a velocidade ao fazer a ultrapassagem (art. 220 item XIII).
Mesmo tudo isso estando na lei, muitas pessoas ainda acreditam que a bicicleta não tem direito de utilizar a rua. E são essas pessoas que colocam o ciclista em risco, passando perto demais, buzinando e até mesmo prensando o ciclista contra a calçada. Também não compreendem o ciclista que ocupa a faixa, sendo esse o comportamento mais seguro (e recomendado pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo), pois dessa forma a bicicleta trafega como o veículo que é, ocupando o espaço viário que lhe é de direito.
Fazer entender que a rua é de todos, que o espaço público deve ser compartilhado, que as bicicletas também transportam pessoas que têm família, amigos, filhos, amores, é hoje muito mais importante que exigir ciclovias aqui e ali, que só serão úteis dentro de um plano cicloviário completo e integrado abrangendo toda a cidade, contemplando ciclovias, ciclofaixas, espaços compartilhados com carros ou com pedestres e ciclo-rotas sinalizadas.
O que mais precisamos é respeito.
Impedimentos ao uso da bicicleta como transporte
Uso da Bicicleta - Árvore do Problema
Fonte: ONG Transporte Ativo
Exigências para implantação de um Plano Cicloviário
14 de mai. de 2012
Mobilidade Meio Ambiente e Sustentabilidade - 12/05/12 - Resultados

Matéria original e coleção complete de fotos aqui.
11 de mai. de 2012
OAB-PR promove debate sobre Mobilidade, Meio Ambiente e Sustentabilidade neste sábado (12)
Fonte: Blog Ir e Vir de Bike - Gazeta do Povo
Por: Alexandre Costa Nascimento
Serviço: Mobilidade, Meio Ambiente e Sustentabilidade
Data: 12/5 (sábado)
Horário: das 8h30 às 13hs
Local: Auditório da OAB Paraná - R. Brasilino Moura, 253 - São Lourenço (veja o mapa)
Vá de bike: acesso pela ciclovia Centro-Parque São Lourenço. Com local para estacionar as bicicletas.
Os interessados em participar devem se inscrever com antecedência pelo site da OAB-PR. O ingresso é um quilo de alimento não perecível.
Por: Alexandre Costa Nascimento
A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraná (OAB-PR), promove neste sábado (12) o evento Mobilidade, Meio Ambiente e Sustentabilidade que vai debater a inserção da bicicleta como meio de transporte em Curitiba.
O encontro, organizado em parceria com a Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu) terá uma palestra inaugural com o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, prefeito de Curitiba por três mandatos (1971—1974, 1979—1983 e 1989—1993) e responsável pela implantação das primeiras ciclovias na capital paranaense.
Além de Lerner, o debate também reunirá outros especialistas na área de trânsito e mobilidade que vão discutir a inclusão do ciclismo utilitário na rede de transporte de Curitiba, sistemas de transporte e a interação entre fator humano, veículo, via pública e meio ambiente.
O evento será uma oportunidade para os apoiadores da bicicleta fortalecerem a demanda por espaços seguros nas vias da cidade além de servir de fórum democrático para apresentação de ideias e reivindicações para fomentar a massa crítica em torno do tema.
Data: 12/5 (sábado)
Horário: das 8h30 às 13hs
Local: Auditório da OAB Paraná - R. Brasilino Moura, 253 - São Lourenço (veja o mapa)
Vá de bike: acesso pela ciclovia Centro-Parque São Lourenço. Com local para estacionar as bicicletas.
Os interessados em participar devem se inscrever com antecedência pelo site da OAB-PR. O ingresso é um quilo de alimento não perecível.
9 de mai. de 2012
Audiência discutirá mudanças no Plano Diretor do Município
Publicado em 09 de Maio de 2012, às 04h00min | Autor: Eduardo Farias, da redação - JMNews
Link para a matéria original aqui.
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Projetos que promovem alterações no Plano Diretor do Município visam modernizar a legislação que estabelece as regras para construções de imóveis, ocupação do solo, e sistema viário de Ponta Grossa |
"A Comissão Especial responsável por analisar oito projetos que modificam o Plano Diretor do Município agendou para o próximo dia 24 de maio, às 14 horas, uma audiência pública no plenário da Câmara Municipal. A intenção é ampliar a discussão com entidades representativas e possibilitar que o governo municipal, autor de sete das oito propostas de anexo, possa explicar o impacto de cada modificação.
De acordo com o relator dos projetos na Comissão Especial, Alessandro de Moraes (PSDB), as cópias dos projetos estarão disponíveis para consulta pública no site do Poder Legislativo (www.cmpg.pr.gov.br) ainda nesta semana. Dessa forma, qualquer pessoa interessada em participar do debate na audiência terá condições de analisar o que representa para a cidade cada projeto."
TEMOS 2 SEMANAS PARA MOBILIZAR UM GRUPO DE CICLISTAS E PARTICIPAR DA AUDIÊNCIA PÚBLICA.
Esta é uma oportunidade para exigir do Legislativo e do Executivo os projetos e investimentos em mobilidade urbana e mobilidade por bicicletas.
4 de mai. de 2012
"Mobilidade Urbana como um direito de todos"
A integração do transporte por bicicleta com o transporte público de qualidade é essencial para a melhoria da Mobilidade Urbana no Brasil. São necessários investimentos do Governo Federal e, principalmente, é importante que as prefeituras das cidades pequenas e médias reconheçam que devem modernizar seus sistemas de transporte público antes que os problemas tornem-se grandes demais, pois então a solução é muito mais difícil e onerosa.
"É objetivo do MDT Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público
de Qualidade para Todos inserir na agenda social e econômica da Nação o
Transporte Público, um serviço essencial, como um direito para todos,
visando à inclusão social, à melhoria da qualidade de vida e ao
desenvolvimento sustentável com geração de emprego e renda."
3 de mai. de 2012
Discussão no Senado sobre Mobilidade Urbana em 30/04/2012
“Em oito anos, as cidades brasileiras podem parar! O número cada vez maior de automóveis disputando espaço com longas fileiras de ônibus vai causar um gigantesco congestionamento, em lugares cada vez mais poluídos. Especialistas debateram o assunto na Comissão de Direitos Humanos do Senado."
O tema da Mobilidade Urbana deve fazer parte da plataforma de todos os ocupantes e aspirantes a cargos públicos. Este é um assunto importante que afeta diretamente o dia-a-dia de todos os cidadãos. A missão do ProCicloviasPG é dialogar com todos os setores da sociedade sobre Mobilidade Urbana Sustentável e Mobilidade por Bicicleta. Se você é candidato e quer mais informações, fique à vontade para entrar em contato conosco - prociclovias@gmail.com.
Veja a reportagem nos três vídeos abaixo.
Agradecemos o Pietro Arnaud por disponibilizar estes vídeos no Youtube.
Reportagem sobre a audiência - trechos dos depoimentos
(original aqui)
Iara Guimarães Altafin
Sem políticas públicas que assegurem opções eficientes de transporte coletivo urbano e com o aumento nas vendas de carros devido à elevação de poder aquisitivo dos brasileiros, o país enfrenta uma grave crise de mobilidade, conforme especialistas ouvidos nesta segunda-feira (9) em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
Otávio Vieira, presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, informou que, em 1977, sete em cada dez brasileiros se deslocavam por meio de transporte público. Em 2009, disse, já metade da população se deslocava por transporte individual.
– Acredito que hoje seja mais de 60% e não sabemos a quanto isso chegará em 2020. Creio que até lá as cidades estarão efetivamente paradas, se alguma coisa não for feita para melhorar essa questão – alertou.
Também Nazareno Stanislau Affonso, coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade, apontou a falta de prioridade para o transporte público e os incentivos à aquisição de veículos como as principais causas dos congestionamentos nos municípios brasileiros.
– O investimento para viabilizar uso do automóvel foi gigantesco, mas o uso do automóvel é um modelo falido. Os que têm carro vão ver que, se levavam 20 minutos [para chegar ao trabalho], vão levar 40 ou 50 minutos – disse.
No mesmo sentido, Ernesto Galindo, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), apontou limitações do transporte individual para equacionar problemas de mobilidade urbana.
– Não se trata de restringir a compra ou produção de veículos, mas o transporte individual não consegue atingir eficiência de uso de espaço público, uso energético e redução de acidentes, como o transporte público consegue – opinou.
Integração
No debate, os especialistas defenderam a combinação de opções de transporte, como sistemas rápidos de ônibus com linhas de metrô, vias para bicicleta e adequação de calçadas para pedestres.
Para Maria Rosa Abreu, da Universidade de Brasília (UnB), é preciso implementar, nas grandes cidades, a integração física dos modais de transporte coletivo, interligando ciclovias, aquavias e ônibus locais, com estações de metro e de trens regionais. Ela destacou ainda a importância da integração tarifária, com cartões de uso semanal, mensal ou mesmo anual, adquiridos com descontos.
– Nosso país está na contramão – disse, ao criticar os incentivos à indústria de veículos, sem a estruturação do transporte público urbano.
Na discussão, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) acrescentou a educação às soluções de engenharia e tecnologia para os problemas de transporte.
– Precisamos mudar a mentalidade sobre a forma de pensar o progresso. Progresso não se mede pelo maior número de carros, mas pelo menor número de horas que se perde no trânsito – disse. Para o senador, também é precioso educar os governantes, para que eles façam escolhas de modais de transporte buscando o bem-estar da população.
Lei de Mobilidade Urbana
Em sua apresentação, Nazareno Affonso destacou a Lei da Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012), sancionada pela presidente Dilma Rousseff em janeiro e que entrará em vigor agora em abril. A lei institui diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), prevendo “prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado”.
Determina ainda “a integração entre os modos e serviços de transporte urbano e a mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos de pessoas e cargas na cidade”. Com a nova política, as prefeituras deverão definir regras do transporte urbano local e o governo federal poderá aportar recursos para iniciativas que atendam as diretrizes da Lei de Mobilidade.
– Cidades com mais de 20 mil habitantes deverão ter plano diretor e plano de mobilidade urbana, construído pela sociedade civil organizada, através de órgãos colegiados – frisou Affonso.
Desoneração do transporte público
Os debatedores também defenderam a aprovação do PLC 310/2009, que prevê a adoção de um conjunto de incentivos para o transporte público. O texto determina, por exemplo, a isenção de PIS e Cofins sobre o transporte público urbano e metropolitano, além da isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o óleo diesel e a energia elétrica utilizados no transporte público.
Prevê ainda isenção de ICMS sobre chassis, carrocerias e pneus utilizados no transporte coletivo e a desoneração da folha de pagamento das empresas que atuam no setor.
O projeto foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e tramita atualmente na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), onde o relator, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), apresentou voto pela aprovação do texto. A proposta precisa ainda passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde será votada em decisão terminativa.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Otávio Vieira, presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, informou que, em 1977, sete em cada dez brasileiros se deslocavam por meio de transporte público. Em 2009, disse, já metade da população se deslocava por transporte individual.
– Acredito que hoje seja mais de 60% e não sabemos a quanto isso chegará em 2020. Creio que até lá as cidades estarão efetivamente paradas, se alguma coisa não for feita para melhorar essa questão – alertou.
Também Nazareno Stanislau Affonso, coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade, apontou a falta de prioridade para o transporte público e os incentivos à aquisição de veículos como as principais causas dos congestionamentos nos municípios brasileiros.
– O investimento para viabilizar uso do automóvel foi gigantesco, mas o uso do automóvel é um modelo falido. Os que têm carro vão ver que, se levavam 20 minutos [para chegar ao trabalho], vão levar 40 ou 50 minutos – disse.
No mesmo sentido, Ernesto Galindo, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), apontou limitações do transporte individual para equacionar problemas de mobilidade urbana.
– Não se trata de restringir a compra ou produção de veículos, mas o transporte individual não consegue atingir eficiência de uso de espaço público, uso energético e redução de acidentes, como o transporte público consegue – opinou.
Integração
No debate, os especialistas defenderam a combinação de opções de transporte, como sistemas rápidos de ônibus com linhas de metrô, vias para bicicleta e adequação de calçadas para pedestres.
Para Maria Rosa Abreu, da Universidade de Brasília (UnB), é preciso implementar, nas grandes cidades, a integração física dos modais de transporte coletivo, interligando ciclovias, aquavias e ônibus locais, com estações de metro e de trens regionais. Ela destacou ainda a importância da integração tarifária, com cartões de uso semanal, mensal ou mesmo anual, adquiridos com descontos.
– Nosso país está na contramão – disse, ao criticar os incentivos à indústria de veículos, sem a estruturação do transporte público urbano.
Na discussão, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) acrescentou a educação às soluções de engenharia e tecnologia para os problemas de transporte.
– Precisamos mudar a mentalidade sobre a forma de pensar o progresso. Progresso não se mede pelo maior número de carros, mas pelo menor número de horas que se perde no trânsito – disse. Para o senador, também é precioso educar os governantes, para que eles façam escolhas de modais de transporte buscando o bem-estar da população.
Lei de Mobilidade Urbana
Em sua apresentação, Nazareno Affonso destacou a Lei da Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012), sancionada pela presidente Dilma Rousseff em janeiro e que entrará em vigor agora em abril. A lei institui diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), prevendo “prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado”.
Determina ainda “a integração entre os modos e serviços de transporte urbano e a mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos de pessoas e cargas na cidade”. Com a nova política, as prefeituras deverão definir regras do transporte urbano local e o governo federal poderá aportar recursos para iniciativas que atendam as diretrizes da Lei de Mobilidade.
– Cidades com mais de 20 mil habitantes deverão ter plano diretor e plano de mobilidade urbana, construído pela sociedade civil organizada, através de órgãos colegiados – frisou Affonso.
Desoneração do transporte público
Os debatedores também defenderam a aprovação do PLC 310/2009, que prevê a adoção de um conjunto de incentivos para o transporte público. O texto determina, por exemplo, a isenção de PIS e Cofins sobre o transporte público urbano e metropolitano, além da isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o óleo diesel e a energia elétrica utilizados no transporte público.
Prevê ainda isenção de ICMS sobre chassis, carrocerias e pneus utilizados no transporte coletivo e a desoneração da folha de pagamento das empresas que atuam no setor.
O projeto foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e tramita atualmente na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), onde o relator, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), apresentou voto pela aprovação do texto. A proposta precisa ainda passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde será votada em decisão terminativa.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Mobilidade Urbana e Transporte Público - 3a1 (22/02/2012)
"O 3 a 1 vai debater a mobilidade urbana e transporte público. Afinal, os
brasileiros tiram da garagem, todos os dias, quase 40 milhões de
automóveis. E, com certeza, todos conhecem bem o sufoco nas ruas das
grandes cidades e convivem também com um transporte público sem
qualidade e sem eficiência. E ainda enfrentam o planejamento das cidades
que não privilegia a locomoção a pé ou de bicicleta. E quase sempre o
trabalho, os serviços públicos, as escolas e os locais de lazer, estão
longe da casa das pessoas.
Os problemas do dia a dia e as soluções possíveis são discutidas no programa. Participam da conversa o apresentador, jornalista Luiz Carlos Azedo; e os convidados Ailton Brasiliense Filho, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos; o também jornalista do portal "Mobilize Brasil", Marcos de Sousa, especialista em arquitetura e planejamento urbano; e o urbanista e professor Cândido Malta Campos Filho, da Universidade de São Paulo (USP)."
Os problemas do dia a dia e as soluções possíveis são discutidas no programa. Participam da conversa o apresentador, jornalista Luiz Carlos Azedo; e os convidados Ailton Brasiliense Filho, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos; o também jornalista do portal "Mobilize Brasil", Marcos de Sousa, especialista em arquitetura e planejamento urbano; e o urbanista e professor Cândido Malta Campos Filho, da Universidade de São Paulo (USP)."
2 de mai. de 2012
Calçada compartilhada, cicloiva ou ciclofaixa?
O vídeo abaixo é muito importante pois mostra algumas estruturas cicloviárias: ciclofaixa, calçada compartilhada e ciclovia. Às vezes surge a pergunta: qual é a melhor? É como perguntar se é melhor o volante estar do lado direito ou do lado esquerdo do carro - a resposta é "depende".
Cada uma delas tem sua aplicação e depende muito do espaço disponível, intensidade do trânsito, hábitos da população, hábitos e educação dos motoristas e até tipo de destino. Uma coisa, porém é certa: aqueles que defendem cegamente a ciclovia (bicicleta isolada do trânsito) provavelmente são os que dão prioridade aos automóveis e querem ver as bicicletas longe das ruas. Ciclovias são ótimas quando as interseções são raras. Em uma ciclovia (faixa fisicamente separada dos carros) dentro da cidade o ciclista está ora junto com os carros (interseções), ora em uma via separada - e isto vai contra o princípio que o ciclista tem o direito de ocupar a rua.
Atenção cicloativistas: não aceitem propostas que queiram reduzir seu direito de ocupar as ruas - a lei brasileira reconhece que a bicicleta ocupada por um ciclista é veículo e portanto pode trafegar nas ruas (dado que as leis sejam obedecidas). Alguns países, como os Estados Unidos, não reconhecem a bicicleta como veículo, portanto produzem estruturas diferentes para integrar o ciclista ao trânsito. Cuidado ao ler e receber informações incorretas sobre esse assunto!
Ver também esta matéria (link) que fala das estruturas cicloviárias que visitamos em Blumenau, SC.
Cada uma delas tem sua aplicação e depende muito do espaço disponível, intensidade do trânsito, hábitos da população, hábitos e educação dos motoristas e até tipo de destino. Uma coisa, porém é certa: aqueles que defendem cegamente a ciclovia (bicicleta isolada do trânsito) provavelmente são os que dão prioridade aos automóveis e querem ver as bicicletas longe das ruas. Ciclovias são ótimas quando as interseções são raras. Em uma ciclovia (faixa fisicamente separada dos carros) dentro da cidade o ciclista está ora junto com os carros (interseções), ora em uma via separada - e isto vai contra o princípio que o ciclista tem o direito de ocupar a rua.
Atenção cicloativistas: não aceitem propostas que queiram reduzir seu direito de ocupar as ruas - a lei brasileira reconhece que a bicicleta ocupada por um ciclista é veículo e portanto pode trafegar nas ruas (dado que as leis sejam obedecidas). Alguns países, como os Estados Unidos, não reconhecem a bicicleta como veículo, portanto produzem estruturas diferentes para integrar o ciclista ao trânsito. Cuidado ao ler e receber informações incorretas sobre esse assunto!
Ver também esta matéria (link) que fala das estruturas cicloviárias que visitamos em Blumenau, SC.
1 de mai. de 2012
UEPG e PUC/Ctba realizam pesquisa sobre uso de bicicleta em Ponta Grossa
Neste 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, participamos dos eventos comemorativos no Clube do Trabalhador, na Vila Dona Luzia, porém com um objetivo especial e muito importante.
Bem ao estilo do ProCicloviasPG, pudemos ajudar na viabilização de uma pesquisa sobre hábitos, rotas e impedimentos para uso da bicicleta como meio de transporte pelos trabalhadores em nossa cidade. A pesquisa, realizada pelo Prof. Cassiano Ricardo Rech (UEPG - Depto. Educação Física), pelo Prof. Marilson Kienteka (PUC/Ctba - Depto. Educação Física) e por acadêmicos de Educação Física / UEPG, utilizou um questionário para entrevistar mais de 400 trabalhadores. Os resultados serão analisados e produzirão dados importantes sobre os hábitos dos trabalhadores no uso da bicicleta, rotas entre suas residências e locais de trabalho e outras informações.
Estudos como este é o que precisamos para conhecermos melhor a situação dos moradores que escolhem a bicicleta para seu transporte. Isso nos ajudará na avaliação dos problemas enfrentados pelos ciclistas e assim poderemos apresentar melhores propostas à administração municipal e à Câmara dos Vereadores.
Esta triangulação entre as universidades, os movimentos sociais e a administração pública é a melhor maneira de trazer as mudanças que tanto precisamos para a mobilidade urbana em Ponta Grossa pois abre o diálogo entre os grupos, produz informações científicas sólidas e desperta a consciência de todos pois a própria população participa e pode ajudar na elaboração das propostas.
Mais uma vez, ficamos muito felizes pela oportunidade e queremos agradecer ao Prof. Cassiano, Prof. Marilson (e suas equipes) e ao Sr. Mauro Cesar Pereira (Presidente do Sindicado dos Metalúrgicos) que acreditaram e viabilizaram este importante projeto. Agradecemos ao Instituto Cidade Viva que nos cedeu espaço para a coleta de assinaturas para o abaixo assinado pela Ciclovia de Uvaranas. Abaixo algumas fotos do evento de hoje:
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Prof. Marilson, Prof. Cassiano e Fátima |
Prof. Cassiano verifica as entrevistas |
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Prof. Cassiano orienta entrevistadores |
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Entrevista |
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Entrevista |
Entrevista |
Entrevista |
Entrevista |
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Prof. Cassiano e Prof. Marilson falam à TV Educativa sobre o projeto |
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Aluno realiza entrevista enquanto o Prof. Cassiano fala à TV Educativa |
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Tradicional coleta de assinaturas pela Ciclovia de Uvaranas |
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Faixa e banner do ProCicloviasPG |
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